Bovespa fecha a semana com forte queda; principais bolsas registram perdas

Na maior redução desde 6 de março, a Bovespa fechou com  60.820 pontos, menor patamar desde 17 de janeiro, em uma expressiva baixa de 2,06%. O resultado negativo foi influenciado pelo cenário conturbado no mercado internacional e por notícias ruins sobre a Vale e a Petrobras. O giro financeiro foi de R$ 9,87 bilhões. Na semana, as perdas acumuladas foram de 1,41%.

A cotação do dólar teve mais um dia de valorização nesta sexta-feira. O dólar comercial fechou o dia com crescimento de  0,72%, a R$ 1,926 na venda. De acordo com analistas, os investidores procuraram a moeda, considerada um investimento seguro, por conta do dia de grandes reveses. Ao todo, a divisa norte amerucaba subiu 2,08% nesta semana, em oposição à queda da Bovespa no período.  

No cenário externo, o dia foi de perdas nas principais bolsas do mundo. Influenciadas pela divulgação de dados negativos da economia americana e a incerteza política na França, os principais índices dos Estados Unidos e da Europa recuaram no último pregão desta semana.

Mercado

Na Bovespa, as ações da Vale despencaram após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) cancelar a suspensão de pagamentos de impostos da empresa. Os papéis VALE3 tiveram perdas de 2,88%; enquanto os VALE5 caíram 2,65%. Já as ações da Petrobras foram afetadas pelos resultados da produção de petróleo da empresa, que ficaram abaixo das expectativas do mercado. Por conta disso, as ações PETR3 terminaram o dia com baixa de 4,21% e as PETR4, de 4,30%.

Outras ações com reduções expressivas foram V-Agro ON (-7,69%), Gerdau Met PN (-6,05), Duratex ON (-5,74), Gerdau PN (-5,35) e Usiminas ON (-5,23).  

Emprego derruba bolsas nos Estados Unidos

A divulgação de um relatório do Departamento de Trabalho dos EUA foi o principal motivador das quedas nos principais índices norte-americanos nesta sexta. O documento, que trouxe resultados abaixo das projeções do mercado, provocou dúvidas sobre a recuperação da economia dos Estados Unidos. No mês de abril, foram criados apenas 115 mil empregos no país, bem abaixo das previsões de analistas, que esperavam algo em torno de 160 mil novos postos de trabalho no período.

Como consequência, o índice Dow Jones, principal de Wall Street, recuou 1,27%, enquanto a bolsa tecnológica Nasdaq recuou 2,25%. Na semana, as baixas foram, respectivamente, de 1,44% e 3,68%.

Pessimismo também afeta os mercados europeus

Além da divulgação dos dados de emprego americanos, dois outros fatores ajudaram a provocar uma queda generalizada nas bolsas da Zona do Euro. A divulgação do Purchasing Manager's Index (PMI), índice que mede a atividade econômica europeia, e a provável eleição do socialista François Hollande como presidente da França ajudaram a aumentar ainda mais o pessimismo dos investidores.

No último balanço do PMI, a economia do Euro teve um rating de 46,7, bem abaixo dos  49,1 de abril e inferior à prévia, que registrou 47,4.

O fato de Hollande prometer ir contra às políticas de austeridade defendidas pela Alemanha também aumentou as incertezas quanto à recuperação europeia, ainda fortemente afetada pelas crises das dívidas de países como Grécia, Espanha e Itália. 

Londres registrou queda de 1,93%, patamar bem próximo de Paris, que fechou a -1,9%. Frankfurt também seguiu a tendência dos demais mercados europeus e teve perdas de 1,99.