Bolsas europeias fecham em queda com dados dos EUA 

As principais bolsas da Europa encerraram o último pregão da semana em queda influenciadas pelos dados do relatório de emprego (Payroll) dos Estados Unidos. No final da sessão, em Londres, o índice FTSE-100 caiu 1,93%, aos 5.655 pontos, em Frankfurt, o índice DAX 30 fechou com queda de 1,99%, aos 6.561 pontos e em Paris, o índice CAC-40 desvalorizou 1,90%, aos 3.161 pontos.

Além dos dados norte-americanos, no cenário europeu os indicadores vieram mistos contribuindo para a queda generalizada. “Na Europa, a divulgação de um PMI composto (serviços e manufaturas) sugerindo retração mais forte do que o esperado trouxe as bolsas para o campo negativo”, disse Octavio de Barros, Diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos – Bradesco em relatório.

Na agenda europeia, o índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto, que mede amplamente o setor privado combinado a dados manufatureiros e de serviços da zona do euro registrou queda no mês de abril, passando de 49,1 pontos para 46,7 pontos. As informações foram divulgadas hoje pelo instituto Markit Economics.

Já o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços nos 17 países que compõem a zona do euro registrou desaceleração em abril deste ano, ao passar dos 49,2 pontos, para 46,9 pontos, segundo o instituto de pesquisas econômicas, Markit Economics. O número veio abaixo das estimativas do mercado que apontavam 47,9 pontos.

Em contrapartida, no terceiro mês do ano, as vendas no varejo registraram alta de 0,3% na zona do euro e 0,7% na União Europeia em comparação com fevereiro, segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat, o escritório estatístico europeu.

Entre os indicadores da agenda, o processo político na França deve permanecer no radar dos investidores. O candidato socialista à presidência francesa, François Hollande, continua sendo favorito nas eleições de domingo, 6, apesar de o presidente em final de mandato, Nicolas Sarkozy, ter reduzido a desvantagem depois do debate televisionado na quarta-feira, segundo pesquisas.

 “O Payroll de hoje foi decisivo, pois no mês passado veio bem abaixo das estimativas do mercado e em seguida vieram alguns balanços financeiros positivos de empresas que contribuíram para as altas das bolsas até dias atrás. E com esse resultado negativo de hoje, os investidores ficam com receio, pois esse número negativo levanta dúvidas sobre a recuperação da economia norte-americana”, disse Adriano Moreno, analista de investimentos da Futura Investimentos.

Com isso, os setores privado e público do ambiente norte-americano geraram 115 mil postos de trabalho no mês de abril, de acordo com o Payroll, o relatório de folha de pagamento, exceto agricultura. O dado veio abaixo das estimativas do mercado, que aguardavam avanço de 162 mil postos. O resultado do mês anterior foi de uma criação de 154 mil postos de trabalho, de acordo com dados do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos.

Por fim, a taxa de desemprego no país recuou a 8,1% no mês passado, abaixo esperado pelo mercado de 8,2%. O número de desempregados no mês passado permaneceu em 12,5 milhões.