OIT destaca altos índices de desemprego nos EUA e na Europa

O relatório anual sobre emprego no mundo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) concluiu que o  número de postos de trabalho nos Estados Unidos e na União Europeia está abaixo dos níveis desde 2008 - quando eclodiu a crise. As empresas, no entanto, conseguiram se recuperar. De acordo com o documento, os EUA precisam criar cerca de 4 milhões de empregos para voltar aos níveis pré-crise, o que não considera que o número de pessoas que buscam trabalho cresce aproximadamente 1,5 milhão por ano.

Na Europa, o desemprego disparou desde 2010. Apenas 10 dos 27 países membros da União Europeia reduziram seus indicadores, de acordo com a OIT. Na Espanha, por exemplo, cerca de 25% da população economicamente ativa está desempregada, e o número cresce para 50% entre os jovens. O estudo indicou que os jovens de 15 a 24 anos sofre com o dobro de desemprego em relação a outras faixas etárias.

Sobre a precariedade das condições de trabalho, a OIT informou que existem 42 milhões de trabalhadores de meio período na EU, dos quais pelo menos 20% gostariam de trabalhar mais horas por semana. Esse cenário revela um aumento do risco de pobreza e de contestação social em 17 dos 24 países da EU avaliados pelo relatório.

Contraditoriamente, a OIT demonstrou que os lucros das empresas nos EUA retornaram aos patamares anteriores à crise porque tornaram sua produção mais eficiente por meio da redução dos custos.

Já no Velho Mundo, os investimentos são fracos tendo uma relação de investimento contra Produto Interno Bruto (PIB) 16% abaixo da media histórica e apenas um pouco acima de seu pior nível histórico. 

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