Bovespa tem alta de 2,88% impulsionada por ações da Vale e dólar cai

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apresentou valorização nesta quinta-feira (12) de 2,88%, aos 63.058 pontos, após sete quedas consecutivas. O resultado está ligado à expectativa com os números do crescimento do PIB chinês, que devem ser anunciados na noite desta quinta, e a forte valorização das ações da Vale. O volume de negócios foi de R$ 8,2 bilhões. 

O dólar fechou em baixa de 0,26%, cotado a R$ 1,8299, mesmo com o Banco Central fazendo dois leilões de compra da divisa no mercado à vista. A queda foi favorecida pelo cenário externo melhor e pela entrada de dólares no país, segundo operadores.

O bom humor do mercado refletiu o noticiário da Europa e da Espanha, após uma missão da Zona do Euro ter chegado a Madri para avaliar as medidas anticrise adotadas no país e a necessidade de um resgate financeiro internacional. No entanto, essa possibilidade foi rechaçada veementemente pelo primeiro ministro espanhol, Mariano Rajoy. 

Na China, o mercado especula que a economia do gigante asiático deva crescer acima das expectativas dos analistas, de 8,4%. A nova revisão aponta para um avanço de 9%.

Mercado

No Brasil, o destaque do pregão ficou por conta das ações da Vale do Rio Doce, que tiveram significativa alta. Isso se deu por conta do melhor humor que dominou o mercado nesta quinta-feira, quando o Ibovespa teve bom resultado. Além disso, o Deutsche Bank divulgou relatório elevando as ações da mineradora para a classificação de top pick do setor, por entender que existe potencial para altos rendimentos de dividendos nos ativos da companhia. Alinhados ao banco alemão, especialistas do Credit Suisse também apostam em grande espaço para avanço das ações da Vale, em avaliação sobre os American Depositary Receipt (ADR’s) da mineradora. Os papéis ordinários e preferenciais da Vale subiram, respectivamente, 6,45%, a R$ 43,90 e 6,00%, a R$ 42,77.  

Os ativos da Petrobras e da OGX Petróleo também avançaram neste pregão. A petrolífera estatal apresentou ganhos de 3,13% e 3,28% nas suas ações ordinárias e preferenciais, respectivamente. Na empresa do bilionário Eike Batista, a valorização foi de 5,12%, a R$ 13, 97, recuperando parte das perdas da semana, mas no acumulado dos últimos sete dias houve queda de 4,58%.

As PDG Realt teve a maior alta da sessão, de 6,36%, a R$ 5,35, mas ainda registra desvalorização de 9,32% em seus ativos em 2012. Outras subidas foram das Lojas Americanas, de 5,83%, e da Bradespar, de 5,62%.  A Embraer também teve novidades nesta quinta-feira, ao anunciar que o diretor de Relações com Investidores da companhia, Paulo Penido Pinto Marques, renunciou ao cargo. Os papéis da empresa subiram 1,07%, negociados a R$ 16,00. No ano, os ativos da empresa têm alta de 36,05%.   

Novamente, os ativos ordinários da Usiminas recuaram 5,32%, alcançando o posto de maior queda do principal benchmark da bolsa e acumulando queda de 11,05% na semana. Os ativos da Cosan tiveram perdas de 3,28%, a segunda maior queda do Ibovespa.  

Já para o Grupo Oi, o dia foi de nova queda após a simplificação acionária. Os ativos ordinários caíram 1,38%, a R$ 10,70, e acumulam forte queda de 13,08% na semana. Já os papéis preferenciais apesar de terem registrado valorização no primeiro diza de negociação, caíram 2,62% nesta quinta, R$ 8,91 e tem queda de 6,80% na semana.

A Embraer também teve novidades nesta quinta-feira, ao anunciar que o diretor de Relações com Investidores da companhia, Paulo Penido Pinto Marques, renunciou ao cargo. Os papéis da empresa subiram 0,63% perto de 15h50, negociados a R$ 15,93.  

Cenário Externo

Na Europa, os principais índices fecharam a sessão desta quinta-feira (12) com valorização, seguindo a tendência de otimismo dos EUA após o Banco Central americano (Fed) reafirmar a promessa de juros baixos no país até 2014. Os mercados se animaram com a informação e não caíram apesar da decepção com os números do mercado de trabalho norte-americano, quando foram contabilizados 380 mil novos pedidos de auxílio desemprego – eram esperadas 355 mil solicitações.

Embora o dia tenha sido de ganhos para a maioria das bolsas europeias, a Espanha terminou o dia no vermelho, demonstrando o receio do mercado com um possível resgate financeiro internacional. A imprensa local noticiou que uma missão da Comissão Europeia chegou a Madri para fiscalizar as medidas previstas pelo governo para corrigir a severa crise econômica no país. O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, se adiantou aos rumores e assegurou que a Espanha não planeja nenhum resgate. Ele considerou 'sem sentido' levantar a hipótese.

Ainda, a produção industrial da Zona do Euro subiu 0,5% em fevereiro comparada a janeiro, segundo a Eurostat. Esta foi a maior alta mensal do indicador desde agosto de 2011. Na Itália, o tesouro vendeu 4,885 bilhões de euros em papéis com vencimentos em 2015, que tiveram rendimento médio de 3,89% no mercado da dívida.

O índice FTSE 100 da bolsa de Londres subiu 1,34%, a 5.710 pontos, enquanto o CAC 40 da bolsa de Paris fechou em alta de 0,99%, aos 3.270 pontos. A Bolsa de Frankfurt apresentou ganhos de 1,03%, atingindo 6.743 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve queda de 0,75%.  

Nos EUA, as principais bolsas tiveram valorização no pregão, impulsionados pelas boas perspectivas com a temporada de balanços corporativos no país e a divulgação do PIB chinês.  As declarações do Fed sobre novas medidas de estímulo à economia também contribuíram para o otimismo do mercado. 

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em alta de 1,41% a 12.986 pontos, enquanto o S&P 500, que agrupa as 500 principais empresas, encerrou com subida de 1,39%, aos 1.388 pontos. O Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, avançou 1,37%, aos 3.058 pontos.