Confiança do comércio evolui favoravelmente, diz FGV 

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas evoluiu favoravelmente em março de 2012. Considerando-se comparações interanuais, a média do índice no trimestre findo em março ficou 4,3% inferior à do mesmo período do ano anterior; em fevereiro, a queda havia sido de 6,4% na mesma base de comparação. O Indicador Trimestral deste mês ficou em 124,6 pontos, contra 130,2 pontos em março de 2011.

No Varejo Restrito, a variação interanual passou de -4,5%, no trimestre findo em fevereiro, para -3,7%, em março de 2012. No Varejo Ampliado, as taxas evoluíram de -5,2% para -3,7% no mesmo período; no segmento de Material para construção, as taxas interanuais passaram de -3,4% para -1,0%; no de Veículos, motos e peças, de -9,3% para -5,7%. No Atacado, as taxas interanuais trimestrais, para os mesmos períodos, foram de -9,1% e -6,2%, respectivamente.

A tendência de recuperação foi observada em 11 dos 17 segmentos pesquisados. Em cinco deles, houve piora e em um segmento o resultado de março ficou estável em relação a fevereiro. No Varejo Restrito, houve melhora em cinco de nove segmentos pesquisados; no Varejo Ampliado, em oito dos 13 segmentos; e no Atacado, houve melhora em três dos quatro segmentos.

O aumento da confiança em março foi influenciado principalmente pela melhora da percepção em relação à demanda no presente momento. O Índice da Situação Atual (ISA-COM) médio do trimestre findo em março ficou 4,1% inferior ao do mesmo período do ano anterior. Em fevereiro, a variação havia sido de -7,9% na mesma base de comparação. Na média do trimestre findo em março, 19,4% das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte e 24,0%, como fraca. No mesmo período de 2011, estes percentuais haviam sido de 19,6% e 20,1%, respectivamente.

Entre fevereiro e março, as expectativas em relação aos meses seguintes também melhoraram. Na comparação com o ano passado, o Indicador Trimestral do Índice de Expectativas (IE-COM) passou de -5,3% para -4,5% no período. Dos quesitos integrantes do índice, a tendência dos negócios nos seis meses seguintes exerceu a maior influência na redução da média trimestral entre março de 2011 e de 2012, ao passar de 163,7 para 155,4 pontos. Dentre as empresas sondadas, 60,3% esperam melhora e  4,9%, piora da situação dos negócios, contra 69,4% e 2,8%, respectivamente, no trimestre findo em março de 2011.