Ibovespa opera em baixa refletindo o cenário mundial 

O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira, sentindo o reflexo dos dados de superávit das exportações chinesas, que exerce forte influência no mercado brasileiro, e o Payroll norte-americano. Há pouco, o Ibovespa desvalorizava 1,58%, aos 61.926 pontos, com giro financeiro de R$ 2.221 bilhões.

Segundo Pedro Galdi, analista de investimentos da SLW Corretora, o Brasil sente diretamente a divulgação do superávit da China, pois a relação comercial entre os países é estreita e o fato do Gigante Asiático estar exportando mais o do que importando prejudica o mercado nacional, fortemente embasado nas commodities.

Os dados chineses foram positivos em março, registrando um superávit de US$ 5,35 bilhões, segundo a agência oficial Xinhua (Nova China), sendo que o esperado pelos analistas era um déficit médio de US$ 3,2 bilhões de dólares.

Neste contexto, as exportações aumentaram 8,9% em ritmo anual, a US$ 165,66 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 160,31 bilhões, uma alta de 5,3%, o que indica uma forte desaceleração do crescimento do comércio exterior da segunda maior economia mundial.

Em Wall Street a divulgação dos dados de emprego na última sexta-feira ainda refletem negativamente no cenário mundial, despertando a aversão ao risco dos investidores.     

Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, a economia norte-americana criou 120 mil novos empregos durante o mês de março, muito menos que o calculado pelos analistas, que esperavam 200.000 e uma estabilidade de desemprego em 8,3%.

Na Europa, as bolsas operam em baixa, assimilando a queda das bolsas da última segunda-feira.

Na agenda doméstica, destaque para os índices regionais da produção industrial pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentou taxas positivas em sete dos catorze estados pesquisados.

O Pará, com crescimento de 6,2%, apontou o avanço mais acentuado, eliminando parte da queda de 13,3% verificada em janeiro. Os demais locais que registraram expansão na produção acima da média nacional (1,3%) foram: Rio de Janeiro (3,7%), Minas Gerais (3,0%), Ceará (2,5%) e São Paulo (1,5%). As demais taxas positivas foram observadas nos seguintes locais: Espírito Santo (1,3%) e região Nordeste (0,8%). Por outro lado, Paraná (-7,7%), Goiás (-3,9%) e Rio Grande do Sul (-3,5%) assinalaram as taxas negativas mais acentuadas, enquanto Bahia (-0,6%), Pernambuco (-0,5%), Amazonas (-0,4%) e Santa Catarina (-0,2%) apontaram perdas mais moderadas.

IBGE também divulgou a terceira avaliação da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, que estima uma produção de 158,6 milhões de toneladas. O índice apresenta queda de 0,9% em relação a 2011 (160,1 milhões de toneladas) e 0,7% maior que a estimativa de fevereiro.

Entre as oscilações positivas em destaque na sessão estão os papéis da NATURA (ON), que avançavam 2,25% e a GOL (PN N2) que apresentavam alta de 1,54%. Em contrapartida, entre os destaques negativos, estão os papéis da OI (ON), que recuavam 5,10 % e a CIA HERING(ON) que apresentavam revés de 5,02%.