Saldo da balança comercial atinge maior valor desde 2007 

O saldo da balança comercial brasileira atingiu US$ 2,019 bilhões, uma alta de 29,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o superávit comercial foi de US$ 1,554 bilhão. O valor para o mês é o maior desde março de 2007, quando o País exportou US$ 3,304 bilhões mais do que importou. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Em março, as exportações somaram US$ 20,911 bilhões e importações totalizaram US$ 18,892 bilhões, ambos valores recordes para o mês. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve um aumento de 3,5% e 1,7%, respectivamente.

A corrente de comércio - que é a soma das vendas e compras do exterior - somou US$ 39,803 bilhões no mês passado, valor recorde para o mês. No acumulado de janeiro a março, as exportações somaram recorde de US$ 55,080 bilhões. As importações ficaram em US$ 52,640 bilhões, também o maior valor da série histórica. O superávit comercial, no entanto, registrou queda de 22,4% em relação ao mesmo período do ano passado, ficando em US$ 2,440 bilhões contra US$ 3,145 bilhões nos três primeiros meses de 2011.

No mês, a exportação de commodities (produtos básicos, como minério de ferro e soja) registrou recorde para março de US$ 10,139 bilhões. Entre esses tipos de bens, os que mais apresentaram aumento nas vendas foram algodão, petróleo, soja, fumo e carne de frango. Segundo o MDIC, a exportação em março de manufaturados, como tratores, motores e geradores elétricos, veículos de carga e aviões também apresentou o maior valor para o mês, atingindo US$ 7,902 bilhões.

Produtos importantes para a balança comercial brasileira apresentaram alta nos preços em relação a março do ano passado, o que ajudou a compor o superávit recorde para o mês. Entre eles, estão o suco de laranja (35,8% de alta), petróleo (20,8%), gasolina (20,6%), algodão (15,3%), etanol (13,3%) e café (0,7%).

Os maiores compradores de produtos brasileiros são os Estados Unidos, que também é o maior fornecedor do Brasil, China e países da América Latina e Caribe (com exceção do Mercosul) e Oriente Médio. Os principais fornecedores para o mercado brasileiro são China, Argentina, Alemanha e Coreia do Sul.