Bolsas sofrem terceira queda consecutiva 

Possibilidade de desaquecimento da economia global causa a terceira queda consecutiva das bolsas mundiais.

De acordo com Luiz Roberto Monteiro, operador institucional da Renascença Corretora, os dados desfavoráveis das bolsas americanas, o baixo desempenho da Ásia e a crise fiscal na Europa provocam a cautela dos investidores, pressionando as praças globais.

Na Ásia o movimento ainda é de desaceleração, fechando em baixa de 0,67% aos 10.114 pontos, contribuindo para a queda generalizada no cenário mundial.

No ambiente europeu, o destaque é para o recuo da confiança da zona do euro, aumentando a aversão ao risco no ambiente. A notícia de greve na Espanha contra as medidas de austeridade também manteve o mercado cauteloso, fazendo com que os agentes europeus adotassem o movimento vendedor.

Com isso, o indicador de clima de negócios da zona do euro manteve a tendência de retração no mês de março, passando de 94,5 pontos em fevereiro para 94,4 pontos, de acordo com as informações divulgadas pela Comissão Europeia. Já a confiança na indústria registrou recuo de -5,7 para -7,2 pontos no terceiro mês do ano. A confiança no setor de serviços cresceu para -0,3 ante -0,9 pontos, enquanto a confiança do consumidor elevou para -19,1 de -20,3 pontos em fevereiro.

E por fim, a confiança dos varejistas passou de -14 pontos para -12,2 e o sentimento na construção passou de -24,6 para -26,5 pontos.

Com isso, em Londres, o índice FTSE-100 desvalorizou 1,15% aos 5.742 pontos, em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu 1,77% aos 6.875 pontos; e em Paris, o índice CAC-40 teve queda de 1,43% aos 3.381 pontos.

No cenário americano, a divulgação do PIB referente ao 4º trimestre apresentou um aumento de 3%, o que já era esperado de acordo com os dados preliminares. O que impulsiona a operação em queda, é a publicação do índice semanal do auxílio-desemprego, que apresentou 8 mil pedidos a mais do que o esperado.

O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano anualizado registrou avanço de 3% no quarto trimestre do ano, segundo informações divulgadas hoje pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos.

Em relação ao número de pedidos de auxílio-desemprego (initial claims) no ambiente norte-americano registrou queda em 5 mil na semana encerrada em 24 de março, chegando a 359 mil, de acordo com informações do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.O número veio abaixo do esperado pelo mercado, que apontava retração de 13 mil solicitações.    

Por aqui o Ibovespa opera com perdas de 1,33%, influenciado pelo movimento do cenário externo. As empresas ligadas às commodities apresentam forte recuo, o que provoca queda no índice acionário. As ações das principais companhias estão em baixa, estimulando o movimento vendedor.

Na agenda doméstica, o destaque é para a divulgação do IGP-M, que apresentou avanço de 0,43%. Na renda fixa, os juros futuros operam em alta. Instantes atrás, o contrato de depósito interfinanceiro, com vencimento em janeiro de 2014, o mais negociado, apresentava taxa anual de 9,32%.

Em resumo, o dólar está em alta de 0,44% devidos às medidas brasileiras para evitar a desvalorização da moeda americana.