Exportações de chocolates, balas e confeitos crescem 11% em 2011  

Terceiro maior produtor de chocolates, balas e confeitos do mundo, com compradores em 146 países nos cinco continentes, o Brasil registrou crescimento em suas exportações de 11% em valores negociados, segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB). Em volume foram vendidos para o exterior 128 mil toneladas de produtos.

Dos US$ 335,8 milhões em vendas concretizadas no último ano, o principal desempenho foi do setor de Balas: US$ 186,8 milhões, 9% superior ao de 2010. A área de Chocolate gerou negócios de US$ 139,7 milhões, o que representa crescimento de 10%, e Amendoim vendeu US$ 9,1 milhões, aumento de 75% em relação aos valores negociados em 2010.

Segundo a instituição, estes números se devem não somente pelo aumento do preço médio, como também pela incorporação de linhas de maior valor agregado na pauta de exportação.

Em relação ao volume exportado, o segmento de Chocolate manteve o mesmo patamar que 2010 com 33,4 mil toneladas negociadas. Balas teve queda de 9%, com vendas de 90 mil toneladas e Amendoim foi positivo, com incremento de 64% em relação ao ano anterior, registrando 4,5 mil toneladas vendidas.

Quanto aos destinos, a América Latina continua sendo o mercado mais importante para o setor – é responsável por 50% das compras dos produtos brasileiros, o que evidencia a força do Mercosul para o comércio do País.

"De maneira geral as exportações se mantiveram estáveis e isso é bom, considerando o cenário de crise que acompanhamos na Europa e Estados Unidos”, declara Solange Isidoro, vice-presidente do setor de Exportação da ABICAB. “Acreditamos que os investimentos das indústrias e da ABICAB, em parceria com a Apex-Brasil, em ações para expandir as vendas no exterior geraram bons resultados. Agora, nossa meta para 2012 é fortalecer vendas em mercados que já atuamos e ganharmos mais expressividade nas Américas, África e Oriente Médio por meio de ações de inteligência e promoção comercial, assim como intensificar a presença das empresas brasileiras nas principais feiras internacionais”, complementa.