Governo critica juros bancários para famílias e empresas

No boletim Economia Brasileira em Perspectiva, divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Fazenda, o governo condenou os altos juros cobrados pelos bancos ao emprestar dinheiro para famílias e empresas. O documento critica o alto valor do spread - a diferença entre o valor que o banco paga para tomar dinheiro emprestado dos correntistas e os juros cobrados em empréstimos para os mesmos.

De acordo com o boletim, o spread para pessoa física atingiu média de 34 pontos percentuais em 2011 - 10,07% de juros anuais quando o banco toma o empréstimo e 43,7% de juros em crédito ao consumidor. Ainda que a diferença seja alta, o Ministério da Fazenda considera que o spread para as famílias está em patamar historicamente baixo. O índice já atingiu os 60 pontos percentuais.

A expectativa para 2012 é de continuidade da redução dessa diferença devido ao ciclo de queda de juros e flexibilização parcial das medidas macroprudenciais anunciadas em novembro de 2011. No ano passado, a média diária de empréstimos concedidos às famílias foi de R$ 5,76 bilhões.

O governo considera, ainda, que o spread bancário para as empresas está em nível historicamente alto, atingindo 18 pontos percentuais. Segundo o boletim, o alto spread para as pessoas jurídicas incentiva a captação de empréstimos em bancos internacionais.