Confiança da Construção desacelera no trimestre  

Apesar de continuar apresentando níveis médios inferiores aos do ano passado, o Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas evoluiu de forma relativamente favorável em janeiro de 2012, quando se consideram as comparações interanuais: o recuo de 8,7% no trimestre findo em janeiro, em relação ao mesmo período do ano anterior, é inferior à queda de -9,9% registrada em dezembro passado na mesma base de comparação.

A variação interanual do Indicador Trimestral de Confiança é também, em janeiro, a menor da série iniciada em setembro passado. O índice médio do trimestre ficou em 126,9 pontos, contra 139,0 pontos em janeiro de 2011.

Em bases interanuais, os destaques positivos foram os grupos Preparação do Terreno, com variação de -1,0%, no trimestre findo em janeiro de 2012, ante -5,8%, em dezembro de 2011; e  Construção de Edifícios e Obras de Engenharia, com variação de  -9,5%, ante -11,4%. No sentido contrário, o segmento de Obras de Infraestrutura para Engenharia Elétricas e para Telecomunicações registra -9,0%, em janeiro contra -3,2% no trimestre findo em dezembro; nos mesmos períodos, as taxas de Obras de Acabamento foram de -5,4% e -1,9%, respectivamente.

Na margem, houve avanço mais expressivo do Índice da Situação Atual (ISA-CST) que do Índice de Expectativas (IE-CST). Entre dezembro e janeiro, a variação interanual trimestral do ISA-CST passou de -12,8% para -11,5%; no mesmo período, o IE-CST passou de -7,1% para -6,1%.

O item situação atual dos negócios foi o que mais contribuiu para a queda do ISA-CST no trimestre findo em janeiro de 2012: das 720 empresas consultadas, 34,6% consideraram a situação atual como boa, contra 48,4%, no mesmo período de 2011; enquanto 9,7% a consideraram ruim (contra 5,4%).

O quesito tendência dos negócios para os próximos seis meses foi o que mais influenciou na redução do IE-CST, no trimestre findo em janeiro: a expectativa de melhora nos negócios passou de 53,9%, no mesmo período de 2011, para 46,2%. Já o contingente que espera piora saltou de 2,4% para 4,6%.

As informações são da Fundação Getulio Vargas.