Esperanças com desfecho de negociações gregas impulsionam bolsas 

Apesar de não ter fechado nenhum acordo concreto, os avanços nas negociações entre Grécia e seus credores privados animam os investidores. A notícia de que o Banco Central Europeu (BCE) também está disposto a fazer concessões em relação à sua cesta de títulos do governo grego impulsionam os mercados.

No velho continente, o BCE estaria disposto a trocar os títulos gregos comprados no mercado secundário, que renderiam altos yields, por títulos emitidos pela Linha de Estabilidade Financeira Europeia, que obviamente possuem rentabilidades muito inferiores às gregas. Caso esse movimento ocorra, a Grécia teria um alívio de mais de € 11 bilhões no montante da sua dívida. Esse movimento faz parte de uma das exigências dos credores privados e também do FMI na renegociação da dívida do país.

Os Investidores aguardam o desfecho do encontro entre o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, com as lideranças políticas do governo de coalizão, para aprovar as medidas de austeridade e no mercado de trabalho impostas pelo FMI, União Europeia e Comissão Europeia para que o país receba um novo pacote de resgate de € 130 bilhões.

Entre as divulgações do continente, destaque para o superávit da balança comercial da Alemanha, que cresceu em 2011, em ritmo anual, € 158,1 bilhões.Em Wall Street, o pregão não terá divulgações relevantes. Apenas a agenda corporativa apresenta grandes destaques, com os balanços corporativos da Visa, Moody's e Time Warner.

Em linha com as praças internacionais, o Ibovespa deve subir nesta quarta-feira.

Entre os destaques da agenda brasileira, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 07 de fevereiro de 2012 registrou variação de 0,46%, impulsionado pela inflação do setor de educação, com as compras de material escolar.