Confiança dos empresários paulistanos começa o ano com recuo 

O empresariado do comércio paulistano inicia o ano menos confiante em relação a dezembro, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em janeiro, o indicador registra queda de 1,7%, ao sair de 123,3 pontos em dezembro para 121,2 pontos no primeiro mês deste ano – em uma escala que varia de 0 a 200 pontos e denota otimismo quando acima dos 100 pontos.

A retração do indicador em janeiro acontece em decorrência das quedas verificadas no Índice de Expectativa dos Empresários do Comércio (IEEC), bem como no recuo do Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC), respectivamente, -2,5% e -2,6%. A retração do IEEC se deve, sobretudo, no declínio de 3,1% na expectativa dos empresários paulistanos em relação à economia. Em paralelo, houve desaceleração na confiança em relação a suas próprias empresas (-2,4%) e nas perspectivas de seus segmentos (-1,9%). Embora os itens que compõe o IEEC tenham assinalado variações negativas, todos encontram-se em patamares de otimismo – acima dos 100 pontos.

Já a queda registrada no IIEC teve como principal influência o recuo de 7% na expectativa de contratação de funcionários. Devido à mão de obra temporária no Natal, é natural que após esse período os empresários fiquem mais comedidos em termos de contratações efetivas. Outra queda no IIEC também foi sentida no nível de investimentos das empresas (-0,8%). Contudo, cabe ressaltar que a retração ocorre pelo o período de encurtamento de recursos por conta das inúmeras obrigações no início do ano.

Dentre os subíndices que compõe o ICEC, o único a registrar variação positiva no intervalo foi o Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) com ligeira alta de 0,4%. A elevação foi influenciada pela melhor avaliação dos empresários das condições de suas empresas (2,5%) no comparativo com dezembro. No caminho contrário, a percepção dos comerciantes sobre o próprio setor assinala queda de 2% em janeiro ante o mês anterior. O comportamento se trata de um efeito sazonal, já que nesta época do ano, além do acumulo de obrigações fiscais, é o período de recompor o estoque e pagar as comissões de vendas dos funcionários decorrente das vendas do Natal, por exemplo.

A Assessoria Técnica da FecomercioSP ressalta que a queda do otimismo dos empresários paulistanos em janeiro leva em conta as projeções do desempenho sazonal das vendas em fevereiro, que costumam ser mais modestas. Entretanto, cabe ressaltar que há uma série de estímulos para que não haja desaceleração do consumo interno e isso deve impactar positivamente nas percepções futuras dos empresários, desta forma, revertendo à retração deste início de ano.