Queda do desemprego leva Wall Street a níveis de antes da crise

A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta sexta-feira, em um mercado impulsionado por uma redução do desemprego nos Estados Unidos maior que o previsto, o que permite esperar uma reativação durável da atividade econômica: o Dow Jones subiu 1,23% e o Nasdaq subiu 1,61%. 

Segundo dados definitivos de fechamento, o Dow Jones Industrial Average subiu 156,52 pontos a 12.861,93, um recorde desde maio de 2008 e o Nasdaq, dominado pelo setor tecnológico, subiu em 45,98 pontos, a 2.905,66. Trata-se do mais alto nível de fechamento do índice desde o fim de 2000 e a explosão da bolha da internet. 

O índice ampliado Standard & Poor's 500 subiu 1,46% (19,34 pontos), a 1.344,88 pontos. 

Os principais índices de Wall Street começaram o dia em alta, em reação à publicação de cifras oficiais de desemprego positivas sobre o vigor da reativação da maior economia mundial. 

"São cifras muito melhores do que se esperava", comentou Michael James, chefe de corretores da Wedbush Morgan Securities. 

"É a confirmação de que a economia vai bem e é uma boa surpresa", comentou por sua vez Evariste Lefeuvre, da Natixis.  

"Não é apenas uma boa notícia, é uma notícia surpreendentemente boa", concordou Hugh Johnson, da Hugh Jonhson Advisors. "Não apenas a criação de empregos melhorou, mas a taxa de desemprego também caiu". 

A taxa de desemprego caiu para 8,3% em janeiro, seu nível mais baixo em três anos, graças a uma aceleração inesperada das contratações (243.000 empregos). 

"O que a economia precisa, é uma alta constante do emprego, em torno de 250 mil postos mensais. E é a primeira vez que vemos isso em três anos", explicou James. 

O mercado de títulos fechou em queda. O rendimento dos papéis do Tesouro de 10 anos subiram para 1,949% contra 1,825% na noite de quinta-feira, e os títulos de 30 anos a 3,151% contra 3,011%. O rendimento dos títulos evolui no sentido oposto a seus preços.