Petróleo termina em alta em Londres e Nova York

NOVA YORK - Os preços do petróleo terminaram em alta nesta sexta-feira em Londres e Nova York, impulsionados por um surto de otimismo diante de nova queda do desemprego nos Estados Unidos, assim como pela tensão geopolítica no Irã e no Sudão.

O barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em março subiu 1,48 dólares em relação a quinta-feira, fechando em 97,84 dólares no New York Mercantile Exchange.

No Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, o Brent do mar do Norte com a mesma entrega subiu 2,51 dólares, indo para 114,58 dólares o barril. "Os dados econômicos são sólidos e impulsionam os preços", resumiu John Kilduff, analista da Again Capital.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos caiu em janeiro a 8,3%, seu nível mais baixo em três anos, graças a um aumento das contratações.

"Os números do desemprego e os detalhes que os acompanham são positivos. (...) Tudo isso encoraja o mercado", comentou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

Lipow disse esperar uma progressiva reativação do consumo de petróleo, em um momento em que as reservas americanas de petróleo continuam crescendo, como resultado da crise econômica e um inverno brando.

Além disso, segundo o The Washington Post, o secretário americano de Defesa, Leon Panetta, considera que há uma "forte probabilidade" de que Israel realize um ataque na primavera contra as instalações nucleares iranianas antes de o Irã entrar em uma "zona de imunidade" e começar a fabricar uma bomba nuclear.

Questionado por jornalistas durante uma viagem a Bruxelas para uma reunião ministerial dos países da OTAN na quinta-feira, Panetta não quis comentar o artigo do Post.

"Os últimos comentários do secretário Panetta reativaram a realização de lucros e a situação no Sudão sustentou as cotações", disse Kilduff.

O presidente sudanês, Omar el-Bechir afirmou nesta sexta-feira que o Sudão está mais próximo da guerra que da paz com o Sudão do Sul. Os dois países estão em desacordo sobre a divisão de recursos petrolíferos.