S&P não contou com uma desintegração da Eurozona em suas decisões 

PARIS - A desintegração da Eurozona não foi prevista pela agência de classificação financeira Standard and Poor's na hora que tomou a decisão de rebaixar a nota de nove países europeus, entre eles a França, que perdeu seu triplo A, afirmou neste sábado um de seus responsáveis.

"A desintegração da Eurozona não foi um fator determinante em nenhuma das decisões que adotamos sobre as notas" dos países europeus anunciadas na sexta-feira, afirmou Moritz Kraemer, encarregado pela classificação dos países da Europa na S&P.

O funcionário da agência mostrou preocupação com a suspensão das negociações entre o governo grego e seus credores privados, principalmente bancos, destinadas a reduzir o volume da dívida pública da Grécia.

Kraemer receia que as negociações não sejam retomadas, como o esperado, na quarta-feira.

Segundo ele, a euforia da Europa para dar uma reposta à crise explica a decisão da S&P de rebaixar a nota da dívida dos vários países europeus, que também afetou a Itália, Espanha e Portugal.

"O ambiente político na Eurozona não é o mais adequado para os desafios crescentes provocados pela crise", declarou Kraemer, questionado em uma teleconferência para analistas e jornalistas.

Kraemer considerou que os riscos na Eurozona continuam altos.