Wall Street fecha em alta e mercado recupera a confiança 

A bolsa de Nova York fechou em alta nesta quinta-feira em um mercado impulsionado pelo otimismo no início da temporada de resultados trimestrais nos Estados Unidos: o Dow Jones subiu 0,17% e o Nasdaq, 0,51%.

Segundo os dados definitivos do fechamento, o Dow Jones Industrial Average subiu 21,57 pontos, a 12.471,02 unidades, e o Nasdaq, predominantemente tecnológico, subiu 13,94 pontos, a 2.724,70.

O índice ampliado Standard & Poor's 500 subiu 0,23% (3,02 unidades) para 1.295,50 pontos.

Wall Street operou durante todo o dia sem tendência definida, dividida entre estatísticas decepcionantes nos Estados Unidos e emissões de obrigações de bônus relativamente boas na Europa, para ficar no azul nos últimos minutos da sessão.

"Em nível global, é difícil encontrar elementos negativos, razões para se queixar", avaliou Hugh Johnson, presidente da firma Hugh Johnson Advisors.

"É verdade que as vendas varejistas não foram tão boas quanto se esperava, embora tenham sido positivas", disse, em relação à desaceleração deste indicador econômico.

Outra estatística decepcionante foi a dos pedidos de seguro desemprego, que subiram fortemente nos Estados Unidos na primeira semana do ano.

"É verdade que a Europa continua inquietando. Mas quando se olha para as taxas das (emissões) de obrigações em Espanha e Itália, a coisa melhorou muito", acrescentou Johnson.

Na Europa, a Itália conseguiu o objetivo de captar 12 bilhões de euros de dívida a um ano com taxas de juros de 2,735%, contra os 5,952% pagos em dezembro, enquanto a Espanha emitiu títulos por 9,986 bilhões a médio prazo, o dobro de sua meta, aproveitando-se da queda das taxas (entre 3,384% e 3,912%, frente a 4,871% e 4,848% das últimas operações similares).

No entanto, para Johnson, "a confiança do mercado continua melhorando, mas muito depende da temporada de resultados, com o JPMorgan amanhã (sexta-feira)".

O mercado de obrigações fechou em baixa. Os rendimentos do bônus do Tesouro com 10 anos de prazo avançaram 1,933% contra 1,904% na tarde de quarta-feira, e o do papel com 30 anos de prazo, a 2,980% frente aos 2,959% da véspera.