Cameron se opõe a taxa europeia sobre transações financeiras

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, reiterou neste domingo sua oposição a uma taxa europeia sobre as transações financeiras, a menos que seja decidida em nível mundial.

"Uma taxa sobre as transações que só seja instaurada na Europa (...) nos custaria empregos, nos privaria de receitas fiscais, seria desastroso para toda a Europa, diversos organismos financeiros partiriam", advertiu Cameron durante um programa divulgado pela BBC.

"Eu me oporia, a menos que o resto do mundo decidisse ao mesmo tempo aplicar esta taxa", acrescentou o chefe de governo britânico, preocupado com os interesses da City, a principal praça financeira da Europa.

"Se os franceses querem aplicar esta taxa sobre as transações financeiras em seu próprio país, têm a liberdade para fazer isso", acrescentou.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou na sexta-feira passada que "não esperará" o resto dos sócios europeus para introduzir a taxa às transações financeiras, embora não tenha adiantado nenhuma data.

Esta taxa, proposta em 1972 pelo economista americano James Tobin, e apoiada pelas organizações antiglobalização, foi ignorada pelos governos antes de ser recuperada por Sarkozy, pela chanceler alemã Angela Merkel e pela Comissão Europeia.