Conjuntura norte-americana impulsiona Ibovespa

O Ibovespa mantém as altas dos últimos dias, ainda motivado pelas medidas anunciadas ontem pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, além da possibilidade de uma união fiscal na zona do euro. O anúncio da folha de pagamentos (payroll) dos Estados Unidos também contribui para os avanços dos índices mundias. Diante do cenário positivo, há pouco, o Ibovespa avançava 0,11%, aos 58.189 pontos. O giro financeiro estava em R$ 2,93 bilhões.

Na Europa, a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou hoje que os países europeus estão a ponto de criar uma união fiscal com uma supervisão rigorosa para enfrentar a crise da dívida. De acordo com o gestor da área de negócios da corretora Geração Futura, Afonso Arnhold, esse controle poderia melhorar a questão da dívida sobre a emissão dos títulos europeus, problema que a zona do euro vem enfrentando há algum tempo.

Além disso, Mario Dragui, presidente do Banco Central Europeu disse autoridade monetária poderia fazer mais para combater os problemas orçamentários da região, em troca de uma união fiscal mais estreita. A informação pressionou o humor dos investidores para cima.

Nos Estados Unidos, a notícia do dia envolveu o anúncio da folha de pagamentos, que veio abaixo do esperado, porém com um avanço positivo. Os setores privado e público norte-americanos tiveram geração de 120 mil postos de trabalho em novembro. Além disso, o desemprego caiu para 8,6%, diferente dos 9% aguardados pelo mercado. No mercado interno, o principal índice acionário sobe em linha com as principais bolsas  do mundo, por motivos internacionais, além das medidas de eliminação dos Imposto sobre Operações Financeiras(IOF).

No Brasil, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) registrou avanço de 0,60% em novembro, levando a inflação nos últimos 12 meses na capital paulista para 5,17%.Já o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) comunicou a produção industrial referente ao mesmo mês, mostrando uma queda anual de 2,2%.