Papademos: participação da Grécia na Eurozona 'está em jogo'

A participação da Grécia na Eurozona "está em jogo", e por isso a aplicação das medidas adotadas pela reunião europeia de 27 de outubro será a "principal tarefa" do governo, afirmou nesta segunda-feira o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, em seu primeiro discurso ao Parlamento à frente do governo.

Em uma fala de 35 minutos, Papademos, que encabeça um governo de coalizão integrado pelos socialistas, pela direita e pela extrema direita, disse que o déficit público grego em 2011 será de 9% do PIB", contra 10,6% em 2010 e 15,7% em 2009.

Ao dirigir-se à plateia, entre os quais estava o ex-primeiro-ministro socialista, Georges Papandreou, o respeitado ex-vice-presidente do Banco Central Europeu disse que a Grécia fez progressos, mas que precisava fazer muito mais.

"Assumimos a responsabilidade neste momento crítico porque a participação do país na Eurozona está em jogo", disse.

"Ninguém deseja que o país saia do euro", disse Papademos aos deputados. "Ficar no euro é nossa única opção", completou.

Papademos, designado na sexta-feira após um acordo do governo com os socialistas, a direita e a extrema direita, disse que o déficit público grego em 2011 será de cerca de 9% do PIB, contra 10,6% em 2010 e 15,7% em 2009.

Quanto aos detalhes da aplicação do acordo de Bruxelas, Papademos prevê um novo acordo de empréstimo que será proposto ao Parlamento grego e que deverá ser aprovado "antes do fim do ano".

Já os detalhes sobre o acordo de intercâmbio de títulos da dívida que inclui o perdão de seu valor serão anunciados "imediatamente".

O primeiro-ministro, que reconheceu que a "coesão social" do país está ameaçada, anunciou que fará uma reforma fiscal, reduzirá os preços dos medicamentos, simplificará a lei das exportações e reduzirá o gasto de organismos públicos, através principalmente de demissões técnicas.