Bolsas europeias fecham em queda por temores sobre a Itália

As bolsas de valores europeias caíram nesta quarta-feira, com as tensões crescentes sobre a dívida da Itália derrubando os investimentos de risco e prejudicando principalmente as ações de bancos. De acordo com dados preliminares, o índice FTSEurofirst 300 recuou 1,79%, para 966 pontos.

O índice chegou a subir na abertura após a notícia de que o premiê italiano, Silvio Berlusconi, renunciará ao cargo. Mas a chamada de margem em investimentos na dívida italiana pela LCH.Clearnet e pela principal clearing da Itália empurrou o juro dos papéis soberanos de 10 anos a 7,5% e derrubou as ações em Milão.

Investidores consideram insustentável o nível de 7% de juros no longo prazo. Após as taxas ultrapassarem esse nível, o Banco Central Europeu (BCE) iniciou compras agressivas de bônus italianos, o que limitou as perdas nas bolsas e nos mercados de bônus. Valentijn van Nieuwenhuijzen, chefe de estratégia do ING Investment Management, disse que o BCE era a "única opção disponível" para aliviar a pressão no mercado de dívida de países periféricos.

Os bancos estiveram entre os mais afetados, com queda de 3,7% do índice STOXX Europe 600 Banks e de 7% do UniCredit, um dos principais bancos italianos. O HSBC recuou 5,8%, após publicar resultados abaixo do esperado.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 1,92%, a 5.460 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX recuou 2,21%, para 5.829 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 caiu 2,17%, para 3.075 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib encerrou em baixa de 3,78%, a 15.071 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrou perda de 2,09%, para 8.340 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve desvalorização de 1,25%, para 5.673 pontos.