Ibovespa descola do cenário externo e sobe 0,89%

Após abrir em queda, o Ibovespa inverteu a tendência e apresenta descolamento em relação ao mercado acionário norte-americano, subindo 0,89%, aos 59.194 pontos. O giro financeiro está em R$ 2,119 bilhões. Ações de empresas relacionadas às commodities colaboraram para a alta do dia.

As blue chips, que apresentam maior peso no índice acionário doméstico e influenciam constantemente a direção do mercado, valorizam com intensidade, caso da Petrobrás(PN)  (+1,72%) e Vale (PNA) (+0,71%).

“As empresas de commodities estão indo bem, contribuindo para o dia positivo do Ibovespa”, explica Adriano Moreno, estrategista da Futura Investimentos. 

Os dados do relatório Focus, principalmente a sucessiva redução da expectativa de inflação, são outros fatores que podem colaborar com a alta do Ibovespa, segundo Eduardo Oliveira, analista financeiro da Um Investimentos. A estimativa de inflação deste ano (IPCA) ficou inalterada em 6,50% e para 2012, regrediu de 5,60% para 5,57%.

O analista considera como destaque negativo do dia o resultado financeiro da Hypermarcas, referente ao terceiro trimestre de 2011. Para ele, o balanço foi negativo, tendo receita líquida (R$ 908 milhões) e geração de caixa (R$182,5 milhões) abaixo do esperado pelo mercado. Momentos atrás, as ações (ON) da companhia perdiam 7,5%.

Para Moreno, apesar do descolamento, o mercado brasileiro segue baseando-se no cenário externo, porém analisa que os avanços no dia de hoje são caracterizados por uma euforia fora de contexto. 

No âmbito internacional, os investidores digeriram o anúncio de ontem da renúncia de George Papandreou e a instauração de um novo governo de coalizão na Grécia. Porém, as especulações de que Silvio Berlusconi poderia deixar o cargo nos próximos dias, o déficit fiscal italiano e a votação sobre o orçamento, que será realizada amanhã (8), também mexem com as negociações.

“Após a saída de Papandreou, o foco saiu da Grécia. Agora a Itália será questionada sobre o déficit fiscal e Berlusconi será pressionado”, declarou Eduardo Oliveira, analista financeiro da Um Investimentos. 

Já nos Estados Unidos, a agenda de indicadores é fraca e o mercado acompanhará no final do dia o índice que avalia o crédito ao consumidor, referente a setembro.