Alemanha reconhece divergências sobre Fundo de ajuda ao euro

O ministério alemão das Finanças reconheceu nesta quinta-feira que há divergências a serem resolvidas no papel sobre o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e que a introdução de um mecanismo de alavanca "não é nada segura" a este ponto.

"Ainda temos que entrar em acordo" sobre o papel do fundo na compra de títulos soberanos dos países muito endividados da Zona Euro", escreveu o secretário de Estado Steffen Kampeter em uma carta dirigida aos membros da comissão orçamentária do Bundestag, câmara baixa do Parlamento.

Especificamente, são as "regras de intervenção nos mercados primário e secundário" as que criam problemas, segundo Kampeter.

O FEEF deve assumir a compra de títulos emitidos pelos países com dificuldades no mercado secundário, uma tarefa que até agora o Banco Central Europeu (BCE) assumiu relutantemente.

Sobre o resto dos instrumentos do FEEF, em particular a recapitalização dos bancos europeus, a Alemanha e seus sócios estão de acordo, disse o secretário de Estado.

"Além da precisão dos novos instrumentos, uma melhora da eficácia do FEEF está em estudo", informa este documento. "Diversas variantes estão sendo examinadas, que permitiriam um seguro parcial dos títulos emitidos no futuro pelos países da Zona Euro em dificuldades", explica.

Um mecanismo assim permitiria exercer um efeito alavanca, ou seja, multiplicar a capacidade de ajuda do fundo, dotado atualmente de 440 bilhões de euros fornecidos pelos países da Zona Euro.

Mas "neste momento, não é nada seguro" que um modelo deste tipo seja incluído nas regras de funcionamento do FEEF, explica Kampeter.