Qualidade de crédito do consumidor apresentou estabilidade no 3º trimestre

Após ter piorado no segundo trimestre, a qualidade de crédito do consumidor apresentou estabilidade neste terceiro trimestre de 2011. O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor situou-se em 80,1 pontos, mesmo patamar verificado no 2º trimestre de 2011. Este indicador avalia, numa escala de 0 a 100, a qualidade de crédito do consumidor – quanto maior, melhor a qualidade de crédito e, portanto, menor é a probabilidade de inadimplência, caso este consumidor venha a requerer crédito.

A manutenção observada na qualidade de crédito do consumidor no terceiro trimestre é ainda reflexo do impacto da inflação mais alta nos meses iniciais de 2011 e dos juros elevados sobre o orçamento das famílias, cujo endividamento ainda se encontrava em trajetória de expansão, embora num ritmo mais moderado do que o observado entre a segunda metade de 2009 e ao longo de todo o ano de 2010.

Todavia, é importante ressaltar que alguns fatores, tais como a redução dos juros associada ao controle da inflação, os reajustes de salários por ocasião dos dissídios coletivos e a antecipação do 13º salário aos aposentados devem evitar a deterioração da qualidade de crédito do consumidor no curto prazo e, consequentemente, influenciar positivamente na redução dos níveis de inadimplência, conforme pôde ser visto no Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor divulgado em 14 de outubro, observam os economistas da Serasa Experian.

Análise por Rendimento Pessoal Mensal

Na classificação por rendimento mensal, praticamente todas as classes de renda obtiveram estabilidade em suas qualidades de crédito se comparadas com o 2º trimestre de 2011 com exceção da faixa que contempla renda entre R$ 2 mil a R$ 5 mil cuja queda foi da ordem de 0,2% e da faixa acima de R$ 10 mil com redução de 0,3%. 

Historicamente a faixa de rendimento mais baixo continua apresentando níveis menores em termos de qualidade de credito, sobretudo a classe que ganha até R$ 500 por mês é a que possui o menor índice de qualidade de crédito (75,8). No outro extremo, a classe acima de R$ 10 mil registra o melhor indicador 93,6, seguida pela classe de renda de R$ 5 mil a 10 mil (92,2). Ou seja, a qualidade de crédito do consumidor tende a ser positivamente correlacionada com a sua renda.

 

Análise Regional

Comparativamente ao trimestre anterior (2º trimestre de 2011), os consumidores da região Norte foram os que mais tiveram perdas nas suas qualidades de crédito durante o 3º trimestre de 2011: baixa de 0,2%.

Na análise regional, verifica-se que as regiões Sul e Sudeste são as únicas a se situarem acima da média nacional (80,1), em termos de qualidade de crédito dos seus consumidores, registrando as marcas de 84,9 e 80,5, respectivamente. Em seguida temos a região Centro-Oeste, com 79,0 e a região Nordeste com 78,4. E, por fim, aparece a região Norte com 76,0.