IGP-10 registra variação de 0,64% em outubro 

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP?10) variou 0,64%, em outubro, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa apurada em setembro foi de 0,63%. Em 12 meses, o IGP?10 aumentou 7,25%. A taxa acumulada no ano é de 4,68%. O IGP?10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,81%, em outubro. Em setembro, a variação foi de 0,73%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de ?0,23%, em outubro, ante 0,95%, em setembro. Contribuiu para esta desaceleração o subgrupo alimentos processados, que teve sua taxa reduzida de 2,53% para ?0,11%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de ?0,04%. No mês anterior, ataxa foi de 0,90%.

O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 0,91%. No mês anterior, a taxa havia sido de ?0,20%. Quatro dos cinco subgrupos apresentaram aceleração, com destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de ?0,33% para 1,06%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de 1,00%. No mês anterior, foi registrada variação de ?0,21%.

O índice de Matérias?Primas Brutas registrou variação de 1,86%. Em setembro, a taxa foi de 1,67%. Neste grupo, vale destacar as seguintes acelerações: minério de ferro (2,69% para 5,23%), milho (em grão) (?2,62% para 2,23%) e mandioca (aipim) (5,10% para 13,69%). Em sentido oposto, citam?se: aves (6,98% para ?1,04%), soja (em grão) (4,02% para 1,47%) e café (em grão) (6,88% para 4,84%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,37%, em outubro, ante 0,58%, em setembro. Quatro das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração, com destaque para Alimentação (1,23% para 0,09%). Neste grupo, vale mencionar o comportamento dos preços dos itens: frutas (8,47% para 0,07%), hortaliças e legumes (?1,71% para ?5,79%) e carnes bovinas (2,19% para 0,98%).

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Vestuário (0,86% para 0,77%), Transportes (0,19% para 0,10%) e Educação, Leitura e Recreação (0,17% para 0,14%). Os itens que mais contribuíram para estes movimentos foram: roupas (1,10% para 0,83%), gasolina (0,38% para ?0,04%) e salas de espetáculo (0,67% para ?0,34%), respectivamente.

Em sentido contrário, os grupos Habitação (0,35% para 0,73%) e Despesas Diversas (?0,09% para 0,39%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os destaques couberam aos itens: taxa de água e esgoto residencial (0,54% para 3,19%) e alimento para animais domésticos (?2,73% para 3,16%), respectivamente.

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais repetiu a taxa de variação apurada na última divulgação, 0,46%. Em sentido ascendente, vale citar o comportamento do item dentista (1,08% para 1,59%). Já em sentido descendente destaca?se o item artigos de higiene e cuidado pessoal (0,23% para 0,08%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em outubro, taxa de variação de 0,16%, acima do resultado do mês anterior, de 0,10%. Dois dos três grupos componentes do índice apresentaram aceleração: Materiais e Equipamentos (0,13% para 0,22%) e Serviços (0,31% para 0,52%). Em sentido inverso, a taxa do grupo Mão de Obra recuou de 0,04% para 0,03%.