Com retomada de pressão europeia, Wall Street termina o dia em forte queda

A Bolsa de Nova York terminou em forte queda nesta segunda-feira, derrubada novamente pela crise da dívida na Europa e por um indicador decepcionante sobre a atividade manufatureira nos Estados Unidos.

De acordo com cifras definitivas, o Dow Jones perdeu 2,13%, fechando a 11.397,00 pontos, e o Nasdaq recuou 1,98%, a 2.614,92 pontos. Já o índice Standard and Poor's 500, perdeu 1,94%, fechando aos 1.200,86 pontos.

"O mercado colocou muita expectativa na reunião (de ministros de Finanças) do G20 - do fim de semana em Paris", disse Marc Pado, corretor da Cantor Fitzgerald.

Além disso, a atividade industrial na região de Nova York retrocedeu em outubro pelo quinto mês consecutivo, segundo o índice Empire State, publicado nesta segunda-feira pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

O indicador subiu 0,3 ponto em relação a setembro, de acordo com dados corrigidos pelas variações sazonais, mas permaneceu ainda no terreno negativo, a -8,5 pontos, quando os analistas o situavam a -4,0, segundo as projeções de mercado.

A leve melhora no índice indica que a queda da atividade foi mais lenta que a do mês anterior.

As cifras indicam que os pedidos recebidos pelas fábricas da região se mantiveram estáveis depois de quatro meses de queda e que o nível geral de horas trabalhadas diminuiu pelo quinto mês consecutivo, apesar de um leve aumento no número de empregados.

Ainda segundo o Fed, o índice que mede as perspectivas das indústrias na região para os próximos seis meses caiu fortemente com relação a setembro, situando-se em seu nível mais baixo desde o início de 2009.

Na América Latina, a Bolsa de Valores de São Paulo fechou com queda 2,02%, enquanto que o México perdeu 2,07%.

No mercado obrigatório, o rendimento dos bônus do Tesouro à 10 anos fechou a 2,155%, contra 2,232% na sexta-feira. Já os bônus à 30 anos fecharam a 3,136%, contra 3,209% na sexta.