Bolsas dos EUA acentuam perdas e caem mais de 1,5%

A sessão desta quarta-feira (28) foi de indefinições nas principais bolsas de valores norte-americanas. As expectativas dos investidores em relação a uma saída para a crise grega continuaram mexendo com as negociações.

Depois de oscilarem bastante durante o dia, o movimento vendedor dominou no final dos negócios. Com isso, o índice Dow Jones Industrial Average recuou 1,61%, aos 11.010 pontos. O S&P 500 perdeu 2,07%, aos 1.151 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq desvalorizou 2,17%, aos 2.491 pontos.

“O cenário continua o mesmo, os mercados estão bem sensíveis a informações de líderes europeus e assim vimos que o noticiário corporativo e econômico foi deixado de lado diante do crescente número de notícias políticas”, avaliou Adriano Moreno, estrategista da Futura Investimentos.

Ele comentou que como as bolsas subiram bem nos dois primeiros dias dessa semana – influenciadas por especulações de ajuda à Grécia – o dia hoje foi de ajuste técnico.

Ainda em relação à cena externa, o mercado acompanhou que a Finlândia aprovou a ampliação do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e o aumento das garantias que o país deverá fornecer ao fundo.

Já o presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso, afirmou nesta quarta-feira que a crise da dívida representa "o maior desafio da história" da União Europeia (UE) e garantiu que a Grécia permanecerá na zona do euro. Também nesta quarta-feira, a Comissão aprovou uma proposta de taxa sobre as transações financeiras, que deve render € 55 bilhões por ano.

“Estamos vivendo um momento em que declarações políticas têm peso mais significativo do que indicadores econômicos ou outro tipo de informação”, acrescentou Moreno dizendo que o problema é que não dá para saber o “que sairá da cabeça de um político”.

Em meio ao ambiente externo, indicadores econômicos foram deixados de lado. Os novos pedidos de bens duráveis norte-americanos recuaram US$ 200 milhões ou 0,1% em agosto de 2011, contra o mês anterior, para US$ 201,8 bilhões, informou nesta quarta-feira o Departamento de Comércio norte-americano. Analistas previam declínio de 0,2%.