Apesar do otimismo, Dia da Criança será bom para o varejo

A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial para o Dia da Criança 2011 levantou que 53% dos varejistas em todo o país esperam crescimento de seu faturamento, na comparação com igual data de 2010. No ano passado, eram 57% os entrevistados que manifestavam essa mesma opinião. 

A redução na parcela dos otimistas, na comparação com o Dia da Criança 2011/2010, decorre do ambiente macroeconômico distinto entre as datas. No ano passado o país crescia vigorosamente. Este ano, a inflação, a recente valorização do dólar e as incertezas globais parecem sobrepor-se ao novo ciclo de queda dos juros no país.

Em 2011, os que esperam estabilidade em seu faturamento, na mesma relação, são 38% e 9% aguardam recuo. No Dia da Criança 2010, 35% verificaram manutenção e 8% queda. 

Cabe destacar que o menor otimismo neste Dia da Criança é atenuado pelos que acreditam que vão repetir o faturamento de 2010, 38% dos varejistas, isto porque foi uma data com bons resultados, em um ano mais favorável. Dessa forma, repetir 2010 é positivo.

A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial para o Dia da Criança 2011 ouviu 1.015 varejistas e foi a campo de 1 a 12 de setembro.  

Análise por porte

Os grandes varejistas são os mais otimistas para o Dia da Criança 2011. 67% acreditam que seu faturamento será superior ao registrado na mesma data do ano passado. Compartilhando da mesma opinião, estão 63% das médias empresas do varejo e 53% das pequenas. 


Análise por Região

Os varejistas do Nordeste são os mais otimistas com o Dia da Criança 2011, com 59% apostando no aumento de seu faturamento. No Centro-Oeste são 57%, no Sudeste 55%, no Sul 47% e no Norte 44%.

Gasto médio com presente 

Para 42% dos varejistas, os pais vão gastar, na média, até R$ 50 com o presente para o Dia da Criança 2011. Para 39%, entre R$ 51 e R$ 100; para 14%, entre R$ 101 e R$ 200; para 3%, entre R$ 201 e R$ 300; para 1%, entre R$ 301 e R$ 500 e para outro 1%, acima de R$ 500. Com base nestes dados, é possível inferir que o gasto médio com os presentes será de R$ 77,00. No ano passado, não havia esta pergunta.

Presentes

Para os varejistas, 70% dos presentes neste Dia da Criança serão brinquedos. Na sequência estão celular e smartphone (9%); eletrônicos (7%); roupas, sapatos e acessórios (5%); jogos eletrônicos (5%); produtos de informática – tablets, notebook, computadores (2%); chocolates e doces (1%) e artigos esportivos (1%). 

No Dia da Criança 2010, 65% dos presentes ofertados foram brinquedos; 7% celular ou smartphone; 5% eletrônicos; 3% roupas, sapatos e acessórios; 10% jogos eletrônicos; 4% produtos de informática; 2% chocolates e doces; 1% artigos esportivos; 1% títulos de blu- ray, dvd, cd e livros; 1% passeios em parques, cinema e lanchonete e 1% outros.

Composição das vendas

De acordo com os varejistas, neste Dia da Criança, a modalidade à vista responderá por 46% das vendas e as a prazo por 54%. No Dia da Criança 2010, 49% das vendas foram à vista e 51% a prazo.

Meios de Pagamento

Neste Dia da Criança, as vendas à vista serão compostas por: 41% em dinheiro; 24% em cartão de crédito; 19% em cartão de débito; 14% em cheques; 1% em cartão da própria loja e 1% em outros. Nas vendas a prazo serão: 49% em cartão de crédito parcelado; 24% em cheque pré-datado; 18% em financiamento ou crediário; 3% em cartão de débito parcelado; 2% cartão da própria loja parcelado e 4% em outros.

No Dia da Criança 2010, as vendas à vista foram realizadas 39% em dinheiro; 24% em cartão de crédito; 18% em cartão de débito; 17% em cheques; 2% em cartão da loja e 1% em outros. Nas vendas a prazo: 44% em cartão de crédito parcelado; 31% em cheque pré-datado; 17% em financiamento ou crediário; 5% em cartão de débito parcelado; 2% em cartão da loja parcelado e 1% em outros.

Parcelamento

Pela primeira vez é feito o levantamento sobre o perfil do parcelamento, para o Dia da Criança. No cheque pré-datado, os parcelamentos serão feitos em até quatro vezes, uma entrada mais três pagamentos. No cartão de crédito, as compras serão parceladas, em média, em até seis vezes. No financiamento ou crediário, os prazos irão até dez meses.