Dívida francesa aumentará 15 bi de euros até 2014 por causa do resgate grego

O novo plano de resgate da Grécia terá como consequência indireta para a França um aumento de seu endividamento de 15 bilhões de euros até 2014, declarou nesta sexta-feira o primeiro-ministro, François Fillon, falando ao término de uma reunião com os parlamentares.

A dívida total francesa totalizava quase 1,65 trilhão de euros no final de março, cerca de 85% do PIB do país.

"Estas decisões (depois da cúpula de Bruxelas) não acarretam um custo direto sobre nossas finanças públicas. Têm um custo indireto, já que vamos participar mediante garantias concedidas sobre os empréstimos concedidos pelo fundo de estabilidade europeu à Grécia", explicou Fillon.

Os dirigentes europeus aprovaram na quinta-feira, em Bruxelas, um segundo pacote de resgate da Grécia, de quase 160 bilhões de euros, que prevê uma importante contribuição do setor privado e que foi recebido com entusiasmo pelos mercados.

O novo plano, com vigência desde 2011 até o final de 2014, busca tornar viável a dívida grega, ampliando os períodos de vencimento, reduzindo juros e contemplando novos mecanismos.

O acordo prevê um socorro de 158 bilhões de euros, com o apoio dos bancos, anunciou o chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, detalhando que 109 bilhões virão da Europa e do Fundo Monetário Internacional, e o restante, 49 bilhões de euros, procederá de uma contribuição do setor privado credor da Grécia.