Contratos novos de locação sobem 1% em junho

Os contratos novos de locação residencial ficaram 1% mais caros em junho na cidade de São Paulo, em comparação com os contratos fechados em maio, mostra monitoramento mensal do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). 

Segundo a mesma pesquisa, no acumulado de 12 meses a alta atinge 17,56%. Enquanto isso, os contratos em andamento – 90% deles atrelados à variação do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) – subiram menos. Os que aniversariam em julho serão reajustados em 8,65%, valor acumulado do IGP-M nos últimos 12 meses encerrados em junho.

O vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP, Francisco Crestana, explica que a variação do preço dos aluguéis novos está proporcionalmente mais alta do que os contratos em andamento porque faltam imóveis para alugar em várias regiões. “Imóveis com menos quartos são ainda mais escassos”, comenta. 

Além disso, segundo o dirigente, o valor do aluguel esteve deprimido por muito tempo e só passou a esboçar alguma reação do ano passado para cá.

A pesquisa do Secovi-SP indica ainda que em junho as moradias de 1 dormitório apresentaram o maior crescimento. Frente a maio, seus preços subiram em média 1,4%.  Habitações de 3 quartos tiveram acréscimos de 1%, ao passo que a alta das residências de 2 dormitórios foi de 0,7%.

O fiador continuou sendo o tipo de garantia mais comum nos contratos novos de locação, com 49% das preferências. Outro instrumento jurídico garantidor das locações muito utilizado foi o depósito de até três meses de aluguel, opção de 31% dos inquilinos. O seguro-fiança respondeu por um quinto dos contratos efetuados.

Os tipos de residências alugadas mais rapidamente foram as casas e os sobrados, que escoram num prazo de 12 a 28 dias. Já os apartamentos apresentaram um IVL (Índice de Velocidade de Locação, que mede em número de dias em quanto tempo um imóvel vago é alugado) de 18 a 38 dias, em média.