Feriado nos EUA inibe negócios na BM&FBovespa

A ausência dos negócios em Nova York em razão do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, comemorado em 4 de julho, inibe as operações nas demais praças. Sem o referencial do mercado acionário e de renda fixa dos EUA, o espaço para as oscilações também fica reduzido nos principais ativos domésticos.

Na BM&FBovespa o movimento está sendo de poucos negócios. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2013 até o momento é o mais negociado com apenas 21,2 mil transações efetuadas e giro de R$ 1,7 bilhão. Este papel projetava juro anual de 12,67%, ante 12,65% do ajuste anterior. Janeiro de 2012 sinalizava taxa anual de 12,46%, contra 12,45% do fechamento de sexta-feira.

Vale lembrar que a curva de juros futuros já está bem precificada, com os investidores projetando novo aumento de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 20 de julho. Atualmente, a taxa Selic está em 12,25% ao ano.

Hoje o boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) revelou que a aposta para a Selic em 2011 manteve-se em 12,50%, pela nona medição. Para 2012, a taxa também seguiu aos 12,50%.

Por sua vez, a estimativa de inflação deste ano (IPCA) foi mantida em 6,15%. Para 2012, a perspectiva passou 5,15% para 5,10%.

Ainda na agenda doméstica, foi informado que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), registrou variação de 0,01% em junho deste ano, ante taxa 0,31% em maio. O dado, que mede a inflação na cidade de São Paulo, ficou próximo à mediana das estimativas.

No front externo, o feriado do Dia da Independência fechou os mercados financeiros, as atenções dos investidores voltam se para a Europa. Por lá, as bolsas trabalham sem direção comum, após a agência de classificação Standard & Poor´s dizer que o plano de rolagem da dívida para a Grécia pode colocar o país em um default seletivo.

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s informou hoje ter rebaixado o rating de longo prazo da Grécia de 'B' para 'CCC'. De acordo com comunicado, a agência entende que as propostas da Federação de Bancos Franceses (FBF) de renegociar o vencimento das dívidas da Grécia equivalem a um calote. "As propostas de financiamento [da FBF] foram feitas para reduzir os riscos de um default no curto prazo, ou ainda, para uma reestruturação da dívida para dar ao governo da Grécia mais tempo para trabalhar na consolidação fiscal e nas reformas políticas", afirma a agência em nota.

Em meio às incertezas externas os preços das commodities operam sem direção comum. Instantes atrás, o índice CRB recuava 1,34%, a 336,71 pontos. E o barril de WTI se valorizava 0,09%, a US$ 95,03.