Dívida mobiliária federal cresce R$ 12,1 bilhões em maio

A dívida mobiliária federal, fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$ 1.665,2 bilhões (43,2% do PIB) em maio, registrando acréscimo de R$ 12,1 bilhões em relação ao mês anterior. O resultado refletiu resgates líquidos de R$ 7,3 bilhões e incorporação de juros de R$ 19,4 bilhões.

Destacaram-se emissões líquidas de R$ 23,3 bilhões em LTN, de R$ 4,2 bilhões em LFT e de R$1,7 bilhão em NTN-F; e os resgates líquidos de R$ 37 bilhões em NTN-B.

A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a abril: a porcentagem dos títulos indexados a câmbio permaneceu em 0,4%; a dos títulos vinculados à taxa Selic passou de 27,2% para 27,5%, em razão de emissões líquidas de LFT; a dos títulos prefixados elevaram-se de 29,6% para 30,9%, devido a emissões líquidas de LTN e NTN-F; a dos títulos vinculados a índices de preços reduziu-se de 24,7% para 23,1% motivada pelos resgates líquidos de NTN-B. 

 A participação das operações compromissadas reduziu-se de 17,5% para 17,3%, apresentando compras líquidas de R$ 3,4 bilhões no mercado secundário.

Ao final de maio, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$ 171,6 bilhões, 10,3% do total, com vencimento em 2011; R$ 320,1 bilhões, 19,2% do total, com vencimento em 2012; e R$ 1.173,5 bilhão, 70,5% do total, vencendo a partir de janeiro de 2013.

Em maio a exposição total líquida nas operações reversas de swap cambial alcançou R$ 17,6 bilhões. O resultado dessas operações (diferença entre a rentabilidade do DI e a variação cambial mais cupom) foi favorável ao Banco Central em R$ 256 milhões, no conceito caixa, valor contemplado na apuração das necessidades de financiamento do setor público.