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Banco Central faz somente um leilão e dólar sobe 0,57%

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O dia foi de avanço na moeda norteamericana que fechou cotada a R$ 1,583 para compra e R$ 1,584 para venda, valorização de 0,57%. O Banco Central (BC) realizou apenas um leilão de compra de dólares.

Com base no sistema interbancário, o mercado estima que a Ptax (média das cotações do dólar) apurada pelo BC tenha ficado a R$ 1,5801, com giro interbancário de US$ 2 bilhões. No turismo, a moeda norteamericana fechou negociada a R$ 1,50 na compra e a R$ 1,64 na venda, enquanto que no traveller check, trocou de mãos entre R$ 1,53 e R$ 1,63. No paralelo, as trocas ocorreram entre R$ 1,64 e R$ 1,74.

No mercado futuro da BM&FBovespa, os contratos para a virada do mês registram alta de 0,32%, a R$ 1,591, após 214,8 mil operações e giro de  R$ 17 bilhões.

Em dia de agenda fraca de indicadores econômicos, o pessimismo prevalece entre os principais ativos globais. O dólar opera a mercê das incertezas em relação ao crescimento da economia norte-americana e problemas de solvência de alguns membros da zona do euro.

Segundo economistas, a atenção do mercado volta-se para o desenrolar da crise entre os países europeus, onde o default grego parece cada vez mais próximo. A notícia seria ainda mais negativa no sentido de que abre precedentes para outros países, como a Itália, declararem default.

Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO, avalia que o macro ambiente da economia global continua com a prevalência absoluta das incertezas, não havendo, portanto, tendências, mas sim constante volatilidade, repercutindo dados pontuais e não sustentáveis. Este macro ambiente não tem revelado sinais de melhora, muito pelo contrário, o que torna atemorizante qualquer sinal de ajuste nas carteiras de ativos por parte dos investidores, posicionadas de forma especulativa, já que os níveis de preços são incompatíveis com o cenário econômico fragilizado nas principais economias.

O executivo comenta ainda que por aqui, o real continua oscilando num piso muito baixo, após ter registrado alguma recuperação no mês de maio, mas não se pode atribuir ao fluxo cambial, que tem sido em sua quase totalidade esterilizado do mercado de câmbio físico pelo BC, que desta forma continua estimulando a manutenção das posições "vendidas" pelos bancos neste segmento.

No mercado de matérias-primas, o barril de WTI opera em baixa de 1,46% a US$ 98,76. O índice CRB recuava 3,22%, aos 345,39 pontos.