Prêmios dos DIs sinalizam discretas oscilações na BM&F

Os prêmios dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) iniciam o dia com discretas oscilações na BM&FBovespa. Há pouco, o DI com vencimento em janeiro de 2012 apontava taxa anual de 12,32%, ante 12,30% da véspera. O DI de janeiro de 2013 projetava juro de 12,55%, contra 12,54% do último ajuste.

Os investidores digerem nesta manhã a notícia divulgada ontem depois do fechamento dos mercados, de que a agência de classificação de risco Standard & Poor's anunciou que revisou sua perspectiva para o rating de crédito soberano de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil de estável para positiva. A perspectiva para o rating de crédito soberano de longo prazo em moeda local foi mantida como estável.

A agenda doméstica hoje é fraca de indicadores, destaque para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) que divulgará a Sondagem Industrial de abril de 2011.

Os agentes avaliam nesta manhã o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) que ficou estável em março de 2011 na comparação com o mês imediatamente anterior (fevereiro/11), já descontadas as influências sazonais. Com este resultado, a atividade econômica avançou 1,4% no primeiro trimestre de 2011 frente ao último trimestre do ano passado, ajustada sazonalmente. Em relação ao primeiro trimestre de 2010, o crescimento da atividade econômica foi de 4,6% e, nos últimos 12 meses encerrados em março/11, houve expansão de 6,3%.

Para os economistas da Serasa Experian, a alta de 1,4% no primeiro trimestre de 2011 frente ao último trimestre do ano passado mostra que, a despeito das medidas de contenção adotadas pelo governo, houve aceleração do ritmo de crescimento econômico neste primeiro trimestre do ano (no 4º trimestre de 2010 a alta havia sido de 0,7%). Assim, espera-se que a partir do segundo trimestre deste ano ocorra uma diminuição no ritmo de expansão da economia, em linha com as necessidades de combate à alta inflacionária.

No front externo, o pregão foi de alta moderada nesta madrugada na Ásia, com a recuperação do preço das commodities valorizando os papéis de empresas petrolíferas e mineradoras, destaque para relatório divulgado pelo banco Goldman Sachs sugerindo a compra de commodities de energia e metálicas.