Preocupações com países europeus derrubam bolsas da região

A cautela dos investidores dominou as principais bolsas de valores da Europa nesta segunda-feira. O retorno das preocupações com a situação de países da zona do euro afetou os negócios.

Com isso, o índice FTSE-100, de Londres, perdeu 1,89%, aos 5.835 pontos. O CAC-40, de Paris, desceu 2,10%, aos 3.906 pontos. E o DAX, de Frankfurt, desvalorizou 2% aos 7.121 pontos.

Os agentes já iniciaram os negócios receosos em meio à notícia de que a agência de classificação de risco Fitch rebaixou na sexta-feira (20) a nota dívida da Grécia em três graus, seguido por uma redução da nota da Itália pela Standard and Poor's no final de semana. “Todos os olhares estão sobre a Europa e a contínua incapacidade de dar solução aos problemas dos países da zona do euro”, destacou a equipe da Lerosa Investimentos em relatório.

Além disso, também pesou sobre os negócios a vitória do Partido Popular (PP) nas eleições locais e regionais na Espanha, nas quais obtiveram uma margem de vantagem de 10% sobre os socialistas, em um contexto de crise econômica e protestos populares. “Isso significa tirar do poder uma força que dominava há cerca de 10 anos. Virão mudanças por aí. O mercado teme alterações nos pagamentos de empréstimos ao país, avaliou Mitsuko Kaduoka, analistas de investimentos da Indusval Investimentos.

O mercado acompanhou ainda a divulgação de alguns indicadores na região. O índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do setor privado Alemão caiu em maio deste ano para 56,4 pontos, ante 59,2 pontos em abril, mostrando a taxa de expansão mais fraca do setor desde outubro de 2010. Vale lembrar que toda medição acima dos 50 pontos indica crescimento da atividade analisada.

Já o PMI composto da atividade total nos 17 países que compõem a zona do euro desceu em maio deste ano para 55,4 pontos, ante 57,8 pontos em abril, mostrando a taxa de expansão mais fraca em sete meses.

Para piorar, a Itália registrou o crescimento mais baixo da União Europeia entre 2001 e 2010, informou nesta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatísticas (ISTAT) em seu relatório anual.