Bolsas da Ásia não definem tendência nesta segunda-feira

Os índices acionários da Ásia encerraram a primeira sessão da semana sem definir tendência, em meio a dados positivos vindos do setor de emprego dos Estados Unidos, recuperação nos preços das commodities e notícias pessimistas em relação à situação da crise nuclear pela qual atravessa o Japão.

Na última sexta-feira, foi revelado nos Estados Unidos que a taxa de desemprego no país subiu para 9% em abril deste ano, contra o mês anterior, e analistas previam estabilidade. Apesar disso, a economia norteamericana criou 244 mil vagas no mês passado, ficando acima das estimativas do mercado.

Além disso, as empresas que fazem parte do setor de matéria-prima se recuperaram nesta segunda-feira. A valorização dos preços do petróleo e do minério de ferro, ocasionada pela perspectiva de uma eventual falta dos insumos no futuro, puxou para cima as ações das empresas dos respectivos segmentos.

No entanto, os ganhos no continente asiáticos acabaram sendo contidos. No Japão, os temores de possíveis interrupções no fornecimento de energia, depois que o primeiro-ministro Naoto Kan pedir a suspensão das operações da usian de Chubu Electric Power trouxeram de volta com mais força a cautela no país.

Por fim, as preocupações com os países endividados da zona do euro também voltaram a influenciar a cena externa. Informações sobre a indefinição das prioridades na Grécia seguem causando medo nos agentes locais.

Desta maneira, o índice Nikkei 225 caiu 0,66%, para 9.794 pontos. Em Seul, o índice Kospi perdeu 0,39%, para 2.139 pontos. Já em Xangai, o índice Xangai Composto avançou 0,30%, aos 2.872 pontos, e em Hong Kong, o índice Hang Seng apresentou acréscimo de 0,76%, fechando a sessão aos 23.336 pontos.