Islandeses decidirão por referendo reembolso da dívida do banco Icesave

Em torno de 230.000 islandeses foram convocados para se pronunciar no sábado no referendo sobre um novo acordo relativo à Icesave, o banco cuja quebra em 2008 afetou centenas de milhares de poupadores britânicos e holandeses.

Esse acordo, fruto de difíceis negociações entre os governos de Islândia, Grã-Bretanha e Holanda, prevê o reembolso de 3,9 bilhões de euros (em torno de 5,575 bilhões de dólares) às vítimas da falência.

Um primeiro projeto, mais desfavorável para a Islândia, já foi amplamente rejeitado em referendo por 93% dos islandeses, que votaram "não" há um ano.

As pesquisas, que nas últimas semanas davam como vencedor o "sim", na quinta-feira situavam o "não" na liderança, com 54,8%. Uma cifra marcada por uma importante margem de incerteza.

O novo acordo, mais favorável que o de 2010, permite à Islândia realizar os pagamentos escalonadamente até 2046, a uma taxa de juros de 3% para os 1,3 bilhão de euros que correspondem a Haia e de 3,3% para os 2,6 bilhões de euros devidos a Londres.

Com base na população dessa ilha do Atlântico norte, o acordo representa cerca de 12.200 euros (em torno de 17.500 dólares) por pessoa, sem juros. Mas a Islândia espera reembolsar uma grande parte com os ativos do banco quebrado Landsbanki, proprietário do Icesave, o que poderia reduzir a fatura.