Ajuda financeira a Portugal pode chegar a US$ 129 bilhões

LISBOA - A ajuda financeira da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) endereçada a Portugal pode chegar a 90 bilhões de euros (US$ 128,98 bilhões) e ser paga antes das eleições que ocorrem no país no dia 5 de junho, de acordo com um ministro da zona do euro. As informações são do Wall Street Journal.

O primeiro-ministro português, José Sócrates, anunciou nesta quarta-feira que Portugal vai recorrer à União Europeia para lidar com a crise que atinge o país. Em discurso transmitido pela TV em rede nacional, Sócrates disse estar convicto de que não há outra alternativa.

No entanto, o premier não especificou se a ajuda terá o apoio do Fundo Europeu de Estabilização Financeira ou se será negociado um programa de ajuste nos moldes do FMI. Sócrates disse apenas que se comprometia a tentar negociar as condições menos difíceis para os portugueses. Portugal é o terceiro país da União Europeia, depois de Grécia e da Irlanda, a manifestar interesse em receber ajuda financeira do bloco.

Em 23 de março, o parlamento rejeitou um pacote de medidas de restrição de gastos proposto pelo governo e passou a mensagem de que o país não estaria disposto a fazer mais sacrifícios. No entanto, a situação se agravou após as classificações de risco de Portugal e das principais instituições do país foram rebaixadas diversas vezes seguidas.

Segundo a agência Standard & Poor's, a classificação do país caiu cinco níveis. Todos os bancos portugueses foram rebaixados, assim como várias empresas públicas - caso dos metrôs de Lisboa e do Porto, da empresa que controla as ferrovias e do canal de TV estatal -, o que dificulta a obtenção de empréstimos.