Ibovespa aproxima-se dos 70 mil pontos em 6º dia de alta

O principal índice acionário da BM&FBovespa completou hoje o sexto pregão consecutivo em alta. Na ausência de novidades, investidores digeriram ainda a elevação anunciada ontem (04) do rating do Brasil, pela Fitch, para BBB. Por sua vez, as ações da Petrobras encerraram entre as maiores baixas do dia, limitando os ganhos do Ibovespa. Ao fim do pregão, o índice subiu 0,19%, aos 69.837 pontos. O giro financeiro da bolsa encerrou em R$ 7,03 bilhões.

“Aparentemente, os investidores externos voltam a entrar na BM&FBovespa”, destacou Mitsuko Kaduoka, analista de investimentos da Indusval Corretora, ressaltando que o giro financeiro também cresceu.

“Em janeiro e fevereiro, a saída de capital externo do Ibovespa foi muito alta e gerou fortes perdas. Nos últimos dias, esse investidor estrangeiro começou a voltar e me parece que o pior momento de saída do capital já passou”, continuou Adriano Moreno, estrategista da Futura Investimentos. 

Ele ponderou, entretanto, que esse investidor estrangeiro não tem carregado posições por muito tempo e que ainda é cedo para afirmar que os ganhos do Ibovespa nos últimos dias configuram nova tendência.

Ainda segundo Moreno, a firmeza do mercado externo, que resiste bem a notícias ruins, assim como informações pontuais, como a elevação do rating brasileiro, anunciada ontem pela Fitch, favoreceram os ganhos do Ibovespa em mais uma sessão.

"O mercado lá fora está bastante firme, apesar dos ganhos recentes, há pouco espaço para realização de lucros, com os agentes otimistas em relação à recuperação global e, principalmente, dos Estados Unidos. Além disso, a elevação do ranting brasileiro é uma notícia positiva e vale lembrar ainda que o Ibovespa está bastante atrasado em relações aos índices externos, que acumulam ganhos significativos no ano”, disse Moreno.

As ações da Petrobras fizeram a pressão negativa do dia, limitando os ganhos do Ibovespa na sessão.Os papéis ordinários da estatal encerraram em baixa de 1,43%, entre as maiores baixas do dia. “Isso me parece reajuste de carteira. Em meio às preocupações com a troca da presidência da Vale, os papéis da mineradora caíram muito. Agora, agentes vendem Petrobras para comprar Vale”, analisou Moreno.

Por sua vez, as ações da Vale finalizaram em alta. Os papéis ordinários da mineradora encerraram com acréscimo de 0,46% e os preferenciais avançaram 0,12%.

Na noite de ontem (04), a Vale confirmou a indicação de Murilo Ferreira para a presidência da companhia, substituindo Roger Agnelli. "Me parece um nome muito bom. Ele tem personalidade forte, conhece a empresa e o setor. Se quiseram tirar o Agnelli por conta de suas divergências com o governo, acredito que a convivência com Murilo também não será pacífica", avaliou o estrategista.

O setor de construções destacou-se entre as maiores altas do dia. As ações ordinárias da Gafisa lideraram os ganhos, com alta de 4,75%, seguidas pelas da Brookfield, com acréscimo de 2,95% e MRV, em alta de 2,68%.

Em sentido oposto, figuraram os papéis ordinários da Hypermarcas, com retração de 3,84% e os da Redecard, com baixa de 1,80%.