Petróleo em NY fecha no nível mais alto desde setembro de 2008

Os preços do petróleo superaram nesta sexta-feira os US$ 108 pela primeira vez desde setembro de 2008 em Nova York, impulsionados pelos confrontos na Líbia e pela melhora do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (WTI) para entrega em maio fechou em US$ 107,94, em alta de US$ 1,22 em relação à quinta-feira.

Nos últimos minutos do pregão, alcançou US$ 108,05, sua cotação mais alta desde 26 de setembro de 2008.

No IntercontinentalExchange de Londres, o barril do Brent do mar do Norte com igual vencimento ganhou US$ 1,34, a US$ 118,70.

Durante o pregão chegou a ser negociado a US$ 118,98, aproximando-se do teto de fevereiro (US$ 119,24).

Os Estados Unidos, primeiro consumidor de petróleo, criaram 216.000 vagas em março, superando as previsões dos analistas. A taxa de desemprego caiu a seu nível mais baixo desde março de 2009 (8,8%).

Essas cifras "sugerem que a economia está bem, e uma economia forte implica uma alta da demanda do petróleo", explicou Adam Sieminski, do Deutsche Bank.

"Ao mesmo tempo, continuam chegando informações indicando que as forças leais (a Muamar Kadhafi) retomaram o controle da infraestrutura petroleira no leste da Líbia. Isso significa que as probabilidades de as exportações se recuperarem rapidamente são baixas", completa.

A localidade petroleira de Brega (leste) era na sexta-feira cenário de intensos confrontos entre as forças de Kadhafi e os rebeldes, sem que fosse possível saber quem controlava a região.

As tropas leais recuperaram terreno nos últimos dias, tomando novamente controle de outro centro petroleiro, Ras Lanuf.

Os rebeldes tinham anunciado no domingo sua intenção de exportar petróleo a partir das regiões que controlam, com a ajuda do Qatar, mas dada a evolução da situação, "isso não parece concretizar-se" no curto prazo, segundo Sieminski.

Antes de a revolta começar, a Líbia exportava 1,3 milhão de barris diários de petróleo, equivalente a mais de 1,5% do consumo mundial.