Petróleo sobe em NY e Londres em meio às tensões no Oriente Médio

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira em Nova York e Londres, em meio às crescentes tensões no norte da África e no Oriente Médio, com o Irã passando para primeiro plano.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em abril fechou em 99,63 dólares, em alta de 2,66 dólares em relação à segunda-feira.

No IntercontinentalExchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte também para entrega em abril ganhou 3,62 dólares, a 115,42 dólares.

"Os preços voltam a subir, o mercado está em alerta devido à direção tomada pelos acontecimentos" no norte da África e no Oriente Médio, constatou Phil Flynn, da PFG Best Research.

O preço do barril de WTI caiu em duas das últimas três sessões em até 1,13 dólar. Mas, com a alta, voltou a se aproximar da barreira dos 100 dólares alcançada na semana passada pela primeira vez desde outubro de 2008.

"Um novo dia, um novo país é palco de outra revolta", ressaltou Matt Smith, da Summit Energy. Desta vez é o Irã que aviva os temores dos investidores, já nervosos.

Em Teerã ocorreram confrontos na tarde desta terça-feira entre forças de segurança e manifestantes, que pedem a libertação de dois líderes opositores, Mir Hossein Mussavi e Mehdi Karoubi, segundo os sites desses dois dirigentes.

Consequentemente, "o prêmio de risco" voltou ao mercado, disse Matt Smith.

Além do Irã, "agora há temores sobre o Kuwait com chamados à revolta; na segunda-feira era Omã, onde o risco persiste, a tensão se prolonga na Argélia e a situação líbia está longe de ter se estabilizado", resumiu, por sua vez, Phil Flynn.

Embora a Arábia Saudita - maior produtora mundial de petróleo - tenha se comprometido a garantir a estabilidade do mercado petroleiro, os investidores continuam inquietos sobre a produção.

"A curto prazo, quanto mais tempo durar a queda da produção na Líbia, mais corroída ficará a capacidade de produção excedente", ressaltou Amrita Sen, da Barclays Capital.

Por sua vez, a onça de ouro alcançou nesta terça-feira um novo recorde, a mais de 1.432 dólares, superando seu último teto registrado em dezembro, ao servir de valor refúgio no âmbito das tensões geopolíticas no mundo árabe.

Às 17h05 de Brasília), a onça de ouro valia 1.430,25 dólares, após alcançar minutos antes 1.432,57 dólares, superando seu recorde histórico de 7 de dezembro, de 1.431,25 dólares.

No New York Mercantile Exchange, o contrato com vencimento em abril, o mais operado, fechou em 1.431,20 dólares, também um recorde inédito.