Sindicalistas já admitem salário mínimo abaixo de R$ 580

SÃO PAULO - Os representantes das centrais sindicais, que se reúnem na manhã desta sexta-feira com ministros para discutir o valor do salário mínimo, já admitem um piso nacional abaixo dos R$ 580. Segundo eles, dependendo dos acordos sobre a correção da tabela do Imposto de Renda (IR) e sobre uma nova política de valorização do mínimo, o valor do piso reivindicado pode baixar.

"Tudo depende do processo de negociação", afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva, um dos sindicalistas presente no encontro. "São três pontos. Se passar pela correção da tabela do IR e pela política de valorização para o mínimo, o terceiro valor do salário mínimo deste ano fica mais fácil de negociar."

Além da CUT, participam da reunião representantes da Força Sindical, da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central. Pelo governo federal, estão presentes o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho; o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

A reunião ocorre no escritório da Presidência em São Paulo, na Avenida Paulista. Lá, dezenas de militantes dos sindicatos fazem uma manifestação por um salário mínimo maior. A proposta do governo é de R$ 545.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, é um dos que integram o protesto. Ele também admite que será difícil que o governo federal ceda e aumente o salário mínimo para R$ 580. "Vai ser complicado", afirmou ele. "Nós vamos pedir, mas estamos dispostos a negociar".