Força Sindical reafirma a Mantega que não aceita mínimo de R$ 545

Brasília - O secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, conversou, hoje, com a Força Sindical sobre o reajuste do salário mínimo. O encontro contou com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Perreira da Silva, o Paulinho, é muito difícil fazer um acordo que não contemple o reajuste maior do salário mínimo.

Para Paulinho, o ministro Mantega está apelando às centrais que aceitem o valor proposto pela área econômica, de R$ 545, "com o argumento da responsabilidade fiscal, da questão dos gastos, que o governo vai ter de fazer contingenciamento". Em compensação, segundo Paulinho, a equipe econômica do governo poderia discutir a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física.

De acordo com o presidente da Força Sindical, Mantega disse, na reunião, que o salário mínimo acima dos R$ 545 seria visto como gasto e criaria expectativa de mais inflação pelo mercado. 

O sindicalista reforçou que o governo também precisa enviar ao Congresso, junto com a medida provisória do salário mínimo, a formalização da política de valorização do mínimo com base na variação do Produto Interno Bruto (PIB).

“Queremos que a presidente Dilma mande na medida provisória o atual acordo, [que tem como base de reajuste] a inflação mais o PIB do ano anterior. Queremos que ela coloque essa política na medida provisória que será enviada ao Congresso para que possamos aprová-la e ter validade para os quatro anos”.

O secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, vai se encontrar separadamente com cada uma das seis centrais sindicais antes da reunião geral marcada para sexta-feira (4), quando deverá ser fechado o acordo sobre o reajuste do salário mínimo.