Dólar recua a R$ 1,70 em dia de otimismo externo

O dólar manteve-se em queda ao longo de toda a segunda-feira, com os investidores repercutindo a decisão do governo chinês de não elevar os juros. A moeda norteamericana oscilou entre R$ 1,699 e R$ 1,709 até fechar vendida na mínima, em baixa de 0,93% em relação ao fechamento de sexta-feira.

A China hesitou em elevar os juros no fim de semana e optou por ajustar apenas na alíquota do compulsório, apesar dos repiques inflacionários, o que trouxe certo alento aos mercados. Recentemente, foi divulgado que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) do gigante asiático atingiu o nível mais alto em 28 meses.

Na avaliação de Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, esta semana tende a ser de conclusão dos negócios do ano, já intensificadas desde a última semana.”Mas tudo leva a crer que não haverá novidades no preço da moeda norteamericana, que deverá flutuar entre R$ 1,70 a R$ 1,75”, estima, acrescentando que se houver novidades, tende a ser pela maior apreciação do real, para abaixo do patamar de R$ 1,70.

Ainda segundo o executivo, um câmbio mais desvalorizado neste momento causaria poucos danos e contribuiria de alguma maneira para o governo controlar no curtíssimo prazo às pressões inflacionárias presentes.

Internamente, para frear a queda do dólar, o Banco Central (BC) voltou a comprar divisas no mercado à vista, mas não conseguiu impedir nova queda da moeda. Nesta segunda, a taxa de corte ficou em R$ 1,7001.