Bolsas de Brasil e Chile firmam acordo de operação conjunta

As Bolsas de Valores de Brasil e Chile firmaram nesta segunda-feira um acordo estratégico de operação conjunta, que prevê a conectividade entre os dois mercados, segundo um comunicado emitido pelas duas praças.

O acordo, firmado em Santiago por representantes das duas entidades, "permitirá a conectividade entre as Bolsas, incorporando o envio e a recepção de ordens, a distribuição de informação e o desenvolvimento de novos produtos, entre outras iniciativas", destaca a nota.

Isto permitirá que corretoras da Bolsa de Santiago possam enviar ordens de compra e venda para a negociação de produtos e ativos brasileiros listados na BMF&BOVESPA, e vice-versa.

As duas praças buscam agora uma solução tecnológica para realizar estas operações conjuntas, que devem alcançar os papéis cotados em ambas as Bolsas, assim como outros produtos.

Por esta razão, serão realizados uma série de trabalhos visando promover a conectividade, a distribuição dos dados do mercado, vendas, marketing e certificação de distribuidores.

O acordo ocorre um mês após a Bolsa de Santiago firmar uma aliança de integração com seus pares de Colômbia e Peru chamada de Mercado Integrado Latino-Americano (MILA), com capital acionário de 600 bilhões de dólares, tornando-se o segundo mercado mais importante da América do Sul, atrás apenas do Brasil.