Dólar sobe motivado por ambiente de maior aversão ao risco

Captando o ambiente de maior aversão ao risco, o dólar seguiu se valorizando. No final dos negócios, a moeda americana era cotada a R$ 1,74, registrando uma alta de 0,99%. O Banco Central (BC) pelo terceiro dia consecutivo realizou somente um leilão de compra de dólares no mercado á vista, comprando moeda a R$ 1,74.

Segundo José Roberto Carreira, gerente de câmbio da Fair Corretora, as preocupações com a Europa, onde vários países enfrentam severas crises em suas contas públicas, afetam o ambiente de negócios. Outro temor no mercado é que com a ausência de medidas concretas na reunião do G20, países voltem a adotar medidas unilaterais para enfrentar a "guerra cambial". Por aqui, a percepção é de que o governo adote medidas adicionais contra a valorização do real, caso o dólar retome a tendência anterior de queda.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, indicou hoje que as medidas cambiais adotadas pelo governo para reduzir o desequilíbrio entre o real e o dólar têm surtido efeito. Jornalistas que acompanham a área econômica perguntaram ao ministro se a elevação do dólar, acima de R$ 1,70, durante a manhã, é uma consequência das medidas adotadas pelo governo. "Com certeza, mas não é só isso", respondeu Mantega rapidamente, ao chegar aoMinistério da Fazenda. Ele, no entanto, não deixou claro se a melhora no câmbio depende de novas medidas no Brasil ou de iniciativas globais.

Na agenda doméstica desta terça-feira, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, informou que a balança comercial brasileira apresentou saldo positivo de US$ 826 milhões na segunda semana de novembro deste ano (de 08 a 14 de novembro).

Vale ressaltar que o boletim Focus divulgado pela manhã mostrou que a projeção para a taxa de câmbio em 2010 foi finalizada em R$ 1,70, pela quarta semana, e para 2011, o prognóstico ficou em R$ 1,75, contra R$ 1,77 uma semana antes.