Lula: mundo vai à falência se países ricos não estimularem consumo

 

SEUL - Os países ricos devem estimular o consumo interno como fizeram as nações emergentes, já que se incentivarem apenas as exportações como forma de sair da crise "o mundo vai à falência", alertou nesta quinta-feira em Seul o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao contrário das nações emergentes que adotaram políticas expansivas durante o auge da crise financeira internacional, "os países ricos que têm uma margem de manobra menor sobre o consumo (...) fizeram uma contenção do gasto", afirmou o presidente do Brasil.

"Mas se eles (os países desenvolvidos) não consumirem e se quiserem apostar apenas nas exportações (como mecanismo para sair da crise), o mundo vai à falência", advertiu Lula antes do início da reunião de cúpula do G20.

O presidente também destacou que o comércio mundial depende diretamente do consumo nas nações desenvolvidas.

Lula também avisou que está com disposição de negociar e não de brigar. Bem-humorado, ele brincou que “não tem mais idade para brigar” nas reuniões da Cúpula do G20 (que engloba as maiores economias do mundo).

“Vim negociar. Não tenho mais idade para brigar”, afirmou, ao ser perguntado se estava com disposição de brigar com os Estados Unidos e outros países que, por decisões unilaterais, provocam o acirramento da guerra cambial.

Lula foi recebido no hotel pela presidente eleita, Dilma Rousseff, e pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Com agenda lotada, o presidente terá pouco tempo para descansar e adaptar-se ao fuso horário – de 11 horas a mais em relação ao Brasil. Apesar disso, ele cumprimentou vários brasileiros que o aguardavam.