Petróleo fecha em forte queda em Londres e Nova York

Os preços do petróleo caíram mais de 4% nesta terça-feira em Nova York, abaixo dos 80 dólares, e fecharam perto dos 81 dólares em Londres, após uma decisão da China de ajustar sua política monetária, que foi acompanhada por uma forte recuperação da moeda americana.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em novembro encerrou a 79,49 dólares, uma queda de 3,59 dólares em relação a segunda-feira.

Na Intercontinental Exchange de Londres, o barril de Brent do mar do Norte para entrega em dezembro perdeu 3,27 dólares, a 81,10 dólares.

"O que conta é o dólar", resumiu Rich Ilczyszyn, da Lind-Waldock.

"O dólar foi afetado por fortes vendas (no último mês), na eventualidade de uma flexibilização monetária por parte do Federal Reserve", explicou. "A ideia era vender dólares e comprar outras moedas e matérias primas".

A queda da moeda americana desde a metade de setembro deixava as matérias primas, negociadas em dólar, mais atrativas, o que levou o barril de WTI de menos de 75 dólares para 84 dólares na última semana. Mas a moeda americana, que na sexta-feira chegou em seu nível mais baixo em nove meses frente ao euro e em 15 anos contra o iene, recuperou-se nesta terça-feira.

"Tivmos o anúncio da China de que elevou as taxas, isso impactou os mercados", observou Ilczyszyn. "Se a China busca desacelerar seu crescimento, isto fará os preços das matérias primas cair".

O banco central da China, motor da demanda de energia nos últimos anos, elevou suas principais taxas de interesse pela primeira vez em três anos.

"Esta decisão "surpreendeu todo o mundo", comentou Tom Bentz, da BNP Paribas. "Isso fortaleceu o dólar (devido ao seu status de valor refúgio) e isso pode ser interpretado como uma tentativa da China de desacelerar sua economia, o que poderia se traduzir em uma desaceleração do crescimento da demanda de petróleo".