Decisão do banco chinês derruba Ibovespa

Duas informações relevantes impactaram nos negócios da BM&FBovespa desta terça-feira. De um lado, os investidores repercutiram a decisão do governo brasileiro de elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e por outro a decisão do Banco da China de aumentar a taxa de juros. Diante disso, o dólar subiu, as commodities recuaram e o Ibovespa voltou ao patamar dos 69 mil pontos. No fim do pregão, o índice acionário perdeu 2,61%, aos 69.863pontos. O giro financeiro da bolsa somou R$ 7,593 bilhões.

O aumento de 4% para 6% no IOF sobre investimentos de estrangeiros em renda fixa e aumento de 0,38% para 6% a alíquota do IOF cobrado sobre a margem de garantia dos investimentos estrangeiros no mercado futuro, surtiu efeito nos negócios.

Apesar de alguns analistas afirmarem que a medida afeta diretamente o Ibovespa, Roberto Kropp, diretor do Daycoval Asset Management, não vê este impacto. "Acredito que mexe mais indiretamente, no sentido de afetar o desempenho das ações (ON) da BM&FBovespa e secundariamente o índice", disse acrescentando que de qualquer forma esse tipo de medida que intervém no mercado não agrada.

No âmbito internacional, o Banco do Povo da China anunciou hoje acréscimo de 0,25 ponto percentual nas taxas de depósitos e empréstimos no país, como mais uma tentativa para conter o crescimento econômico da região além de combater a inflação.

Nos Estados Unidos, por sua vez, a divulgação de um indicador positivo foi deixado de lado. O Departamento de Comércio notificou que o número de casas em construção avançou 0,3% em setembro deste ano, acima do estimado pelo mercado. E o número de construções permitidas decepcionou os analistas, ao recuar 5,6%.

Internamente, destaque para o comportamento negativo das ações de empresas relacionadas às commodities, que caíram em meio ao aumento dos juros chinês. As da Petrobras (PN) perderam 4,24% e na esteira, as da Vale (PNA) desceram 2,07%. Enquanto isso, da Gerdau (PN) e Usiminas (ON) diminuíram 3,65% e 2,34%, respectivamente.

Diante do recuo generalizado dos papéis no Ibovespa, entre as maiores oscilações negativas ficaram as units da América Latina Logística (-5,84%), as ações da Cyrela (ON), com baixa de 5,97% e as da Rossi Residencial (ON) com recuo de 6,28%.