Prêmio Brasil de Meio Ambiente reúne protagonistas na luta pela sustentabilidade

A 5º edição do Prêmio Brasil de Meio Ambiente reuniu no centro de convenções da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) protagonistas nacionais e internacionais na luta pela sustentabilidade. Promovido pelo Jornal do Brasil e pela Casa Brasil, o evento premiou projetos ambientais divididos em 12 categorias. 

Além de divulgar a iniciativa das entidades premiadas, o evento ainda homenageou a Petrobras e as Furnas como empresas do ano. Personagem central em qualquer discussão sobre energia em todo o mundo, o Brasil sustenta parte do seu crescimento nas duas empresas. 

Presente no evento, o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rossetto, lembrou que a questão energética coloca o país em posição invejável e bem a frente do resto do mundo quando o assunto é sustentabildiade. 

– Nós temos hoje o maior potencial de produção de biocombustíveis no mundo, energia essa que será a mais valorizada no século XXI, já que é uma fonte sustentável – apontou Rossetto. – Com o pré-sal, também temos uma das maiores reservas de petróleo do planeta. Não dá para negar que, hoje, temos um enorme papel a desempenhar no futuro do mundo.

Principal convidado do Prêmio Brasil de Meio Ambiente, o hefe do departamento de desenvolvimento sustentável e regeneração da olimpíada londrina, Daniel Epstein, se reuniu com empresários brasileiros para mostrar um pouco do que foi feito em Londres para os Jogos de 2012. Após trocar experiências sobre os projetos do Rio de Janeiro para fazer um evento sustentável, Epstein reforçou a ideia de que o Brasil deve aproveitar 2016 para se firmar como país-chave na questão da sustentabilidade. 

– O que muita gente não compreende é que o Brasil está em posição admirável em relação aos outros países – garantiu Epstein. – Vocês têm uma biodiversidade incrível, são vitais na questão energécia e sediarão os eventos mais importantes do mundo nos próximos anos. É a hora de o Brasil servir de exemplo para o mundo todo.

 

>> Confira os vencedores do Prêmio Brasil

 

 

Melhor trabalho em ar  

Celulose Irani S.A. (SC).

Título: Inventário de gases de efeito estufa e ações inovadoras relacionadas.

 

Melhor trabalho em  água 

Adenam – Associação da Juventude Defensora da Natureza de Matelândia (PR). 

Título: Água é vida.

 

Melhor trabalho em  resíduos

Sama S.A. Minerações Associações (GO).

Título: Programa Sambaíba: artesanatos em rocha de serpentino e fibra de bananeira.

 

Melhor trabalho em  eficiência energética

Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro – Fetranspor-RJ (RJ).

Título: Programa Economizar: eficiência energética no setor de transporte rodoviário do estado do Rio de Janeiro.

 

Melhor trabalho de meio ambiente (âmbito municipal) 

Prefeitura Municipal de Ivoti (RS).

Título: Programa Ivoti Cidade das Flores.

 

Melhor trabalho de meio ambiente (âmbito estadual)  

Secretaria de Estado do Ambiente  do Rio de Janeiro e Construtora Queiroz Galvão S.A. (RJ). 

Título: Revitalização ambiental e desenvolvimento sustentável para o Canal do Fundão e seu entorno.

Trabalho de meio ambiente (âmbito das micro e pequenas empresas)  

Projeto Terra Ltda. (SP).

.Título: Projeto Terra: a vitrine do comércio solidário.

 

Melhor trabalho em ecoturismo 

Japacanim Ecoturismo Ltda/ Recanto ecológico Rio da Prata (MS). 

Título: Modelo de ecoturismo sustentável do recanto ecológico Rio da Prata (Jardim – MS).

 

Melhor trabalho em educação ambiental

Eletrobrás e Furnas (RJ). 

Título: Projeto Horizontes.

 

Melhor trabalho em biodiversidade 

Bradesco Capitalização S.A. (SP). 

Título: Projeto da Bradesco Capitalização promove consciência socioambiental no plantio de mais de 22 milhões de mudas de árvores nativas na Mata Atlântica.

 

Melhor ação de comunicação em meio ambiente 

Iveco Latin América (MG). 

Título: Próximo passo: o papel da comunicação na mobilização de públicos e nas mudanças de cenários.

 

Homenagens especiais

 

Empresário do ano 

 Eike Batista, presidente do Grupo EBX.

Destaque especial 

Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro.

 

Personalidade Brasil

de Meio Ambiente 

Professor Dr. Ivo Pitanguy.

 

 

Rio tenta aprender com Londres

Pouco antes da entrega do 5º Prêmio Brasil do Meio Ambiente, hoje à tarde, na Firjan, o Rio  terá a oportunidade de aprender um pouco com o projeto de sustentabilidade de Londres para os Jogos Olímpicos de 2012. O chefe do departamento de desenvolvimento sustentável e regeneração da olimpíada londrina, Daniel Epstein, será a grande atração do Rio Sustentabilidade Olímpico,  uma troca de experiências na qual os ingleses mostrarão, na prática, a dificuldade de realizar um evento como este.

Um dos autores do plano de gestão ambiental da Olimpíada do Rio de Janeiro, o engenheiro Márcio Santa Rosa acredita que o Brasil deve adotar mudanças na legislação e permitir que a sociedade civil seja fiscal das metas ambientais estipuladas para as obras.

Para Santa Rosa, o acompanhamento seria parecido com o que a organização não governamental Rio Como Vamos tem feito na gestão municipal do Rio de Janeiro. Na prática, a iniciativa é um monitoramento apartidário da administração da cidade e de fiscalização do cumprimento de metas da prefeitura. 

– Em Londres, quem verifica o impacto ambiental das obras não são as empresas ou o governo. O que acontece lá é que ONGs e pessoas realmente empenhadas na questão ambiental são responsáveis pela fiscalização, o que garante a transparência das iniciativas – diz Santa Rosa.

Ele acredita que o principal adversário do Brasil para alcançar o patamar londrino é o atraso da própria legislatura do país no quesito meio ambiente. Enquanto os ingleses já mantinham uma agência voltada para o planejamento sustentável, o Rio de Janeiro está tendo que criar uma especialmente para os Jogos Olímpicos. 

– Só para desenvolver algo semelhante demoramos um ano, então já começamos com um atraso de 12 meses em relação ao cronograma de Londres – lamenta o engenheiro ambiental. – Ainda temos tempo, mas não podemos nos dar ao luxo de nos atrasarmos ainda mais.